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Compromisso e Comprometimento na Gestão da Qualidade

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    Rogério Guilhermeti

    Rogério Guilhermeti

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    Auditor Líder ISO 9001:2015, Consultor de Gestão Empresarial e professor de Gestão da Qualidade, especialista em Gerenciamento de Projetos e Gestão Industrial, motociclista apaixonado pelo espirito de liberdade e gestor da qualidade por acreditar que a qualidade é a forma pela qual o mundo se tornará um lugar melhor. Pai babão da Maria Clara e da Helena. Você pode me encontrar no e-mail: [email protected]

     

    Hoje quero falar sobre duas terminologias que são recorrentes para quem está na apaixonante área da gestão da qualidade e em busca de um mundo melhor através da melhoria contínua. Sim, sou apaixonado por essa “arte” (ser da Qualidade é para artistas, pois se não existe paixão, não há quem resista) há quase 10 anos, desde nosso primeiro encontro numa Lista Mestra de Documentos em Excel (ok, eu confesso, era BrOffice, mas foi amor à primeira vista).

    O que tenho percebido em algumas organizações nesses últimos anos é um acúmulo de Compromissos com o sistema de gestão e pouco ou nenhum comprometimento.

    Tem diferença? Tem sim e vou falar justamente sobre isso.

    Não tenha compromissos com o SGQ!

    Quantas vezes vi organizações que prezam pela máxima qualidade de seus produtos transformarem-se em empresas onde o que sustenta a certificação ISO é apenas o prego que mantém o certificado na parede, pois os sistemas são vazios, mal estruturados, feitos apenas para passar na auditoria. Nestas organizações, geralmente temos uma agenda de Compromissos com a Qualidade, e cada um faz exatamente o que é obrigado a fazer e apenas isso, afinal, a “ISO vai atrasar o meu trabalho”.

    Geralmente são empresas que batem metas de produção, mas que também batem recordes de reclamações e devoluções, ou seja, não atenderam (ou sequer entenderam) que o cliente não quer apenas o produto mais rápido. No mercado voraz e competitivo que vivemos, o consumidor tem cada vez mais entendido que vale a pena esperar um dia a mais e receber o melhor produto, que é melhor que levar na hora e ter que devolver ou solicitar reparos ou ajustes. Em situações como essas, temos o foco no “compromisso” e as demandas por melhorias são deixadas de lado até o último momento, pois não estão enraizadas na cultura organizacional.

    Felizmente, com a nova versão da ISO 9001, tem se tornado mais difícil para essas empresas evidenciarem ações sem realmente tê-las implementado. Vejo que cada vez mais estamos separando o joio do trigo no que diz respeito ao cuidado com a gestão da qualidade como ferramenta de transformação no mundo em que vivemos e consumimos.

    Mas, deixando “os certificados para inglês ver” de lado, vamos falar então de coisa boa, vamos falar do que realmente muda o mundo: o Comprometimento.

    Seja comprometido com o seu SGQ!

    Comprometer-se é mais do que assumir um compromisso, é fazer parte do time, é vestir a camisa, é viver cada ação e atividade com paixão, com entusiasmo, é se interessar pelas atividades que não são seu compromisso; não por ser “intrometido”, mas por estar tão preocupado e comprometido com o sucesso do todo, que deseja a todo momento acompanhar e propor melhorias.

    Posso afirmar para vocês que sem comprometimento não há Sistema de Gestão que se sustente (nem o prego na parede aguenta tanto tempo). Empresas que buscam o comprometimento de seus colaboradores experimentam um sistema de gestão realmente enraizado na sua cultura organizacional, e em consequência disso possuem melhores resultados globais, não apenas setores que batem metas isoladamente sem se preocupar com o resultado organizacional.

    Já vi organizações onde o comprometimento era tão intenso que não existia sequer um Gestor da Qualidade estabelecido hierarquicamente, e até mesmo o “Setor da Qualidade” não constava no organograma funcional, pois a qualidade era intrínseca aos processos e atividades de cada um. Os processos da gestão da qualidade eram parte integrante dos processos organizacionais a ponto de não poder se estabelecer uma linha de corte entre o que era atividade fim da empresa e o que era atividade do sistema de gestão. E posso afirmar, nesses casos, é lindo de se ver tamanho comprometimento a nível organizacional.

     

    Sei que parece utópico, que a grande realidade ainda não é essa, mas a todos que, como eu, são apaixonados por essa arte, quero deixar a mensagem de que o comprometimento recompensa a longo prazo, além de ser é uma recompensa mais doce. Mais do que só passar em auditorias ano após ano, o comprometimento garante que nosso trabalho realmente está aos poucos mudando o mundo a nossa volta. E qualquer objetivo menor do que mudar o mundo a nossa volta, é um desperdício do nosso potencial!

    Por um mundo da qualidade mais comprometido e menos compromissado! Grande Abraço.

    Sobre o autor (a)

    8 comentários em “Compromisso e Comprometimento na Gestão da Qualidade”

    1. Muito legal esse texto, Rogério, com certeza, temos que parar de ver a qualidade como apenas um compromisso na agenda e começar a ver como um ESTILO DE VIDA! Qualidade todo o dia e o tempo todo, estamos juntos!

    2. excelente artigo, Rogério!
      bom ver gente nova, trazendo ideias interessantes e conteúdo de valor!
      gratidão por fazer parte deste Universo chamado Qualidade!

      1. Rogerio Guilhermeti

        Obrigado pelo reforço positivo Renato, embora eu não esteja assim tão mais novo, mas a paixão pela Qualidade é sempre atual! Grande Abraço!

    3. Leandro Wagner Bello

      Parabéns pelo texto, embora me faça entender que a descrição da visão geral da aplicação e do comprometimento das empresas com os seus SGQ é uma questão mais generalizada do que eu imaginava. Não sei se os bons exemplos citados são de empresas brasileiras, mas o que me parece é que temos empresas compostas de diretores amadores que não têm visão sequer de médio prazo.

      1. Rogerio Guilhermeti

        Leandro, embora tenham sim muitos casos de falta de comprometimento, eu já experimentei o prazer de conhecer de dentro organizações nacionais, lucrativas (isso é importante) que vivem o comprometimento com a Qualidade. E também já conheci empresas onde a falta de comprometimento não era da Alta Direção não, pelo contrário, as lideranças é que não apostavam na gestão da qualidade como ferramenta transformadora da realidade. Achei importante ressaltar o lado bom justamente pra que nós não percamos a fé e a motivação de ser e fazer a diferença! Grande abraço.

    4. Kennyfer Macedo Campos

      Texto incrível. Venho buscado me especializar para atuar exclusivamente tratando a cultura organizacional das empresas, penso em fazer até uma pós em psicopedagogia para tentar compreender melhor e saber como tratar as questões organizacionais a fim de chegar neste objetivo, comprometer mais as pessoas, fazer com que as pessoas pensem em um sistema de maneira leve e totalmente ligado com a instituição.

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