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Cultura da Qualidade: Vicente Falconi diz como comprometer pessoas (Parte 2)

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Monise Carla

Monise Carla

Auditora Líder ISO 9001:2015, ISO 22000:2018 e ISO 31000:2016. Redatora do Blog da Qualidade e Especialista de Comunicação no Qualiex! Eu ajudo profissionais a resolverem problemas de qualidade por meio de tecnologia e acredito que esse é o primeiro passo para uma vida de Excelência. Gosto de rock, desenho animado e vejo qualidade e excelência em tudo isso. Não me leve tão a sério no Twitter, mas se preferir, você também pode me encontrar no Facebook e Linkedin.

Quando fui pra São Paulo, em novembro de 2014, para participar do evento da Academia Brasileira da Qualidade com o tema “Os desafios para a Competitividade Brasileira” tive o imenso prazer de conhecer Vicente Falconi, reconhecido pela American Society for Quality como “Uma das 21 vozes do Século 21”, consultor e escritor brasileiro. Ele era muito requisitado por todo mundo, quase não consegui falar com ele, mas na primeira oportunidade, tive que perguntar algo referente a cultura da qualidade, era algo que já me intrigava desde então. Trocamos algumas ideias e depois alguns e-mails tudo para responder a seguinte pergunta:Através do Blog e até em contato com nossos clientes, vejo uma grande dificuldade dos profissionais da qualidade atuais de comprometer a empresa toda com a Gestão da Qualidade, isso as vezes os desanima desmerecendo seus trabalhos para “cobrador de atrasos” isso porque, quando os colaboradores não concluem suas ações ou não conformidades, quem fica cobrando é o responsável pela Qualidade, ou até usar “não conformidades” como objeto de punição (o que no caso deveria ser algo relacionado com melhoria). O que você acha sobre isso? Há gatilhos a serem implantados para mudar esta realidade ou é um contexto maior, por exemplo, de cultura?
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Falconi me respondeu da seguinte forma:
Quem tem que comprometer a empresa não é só o profissional da qualidade, são seus líderes. Se não houver liderança certa nada acontece, nem programas de qualidade. Eu aconselho seus leitores que trabalham com qualidade a conduzirem sua consultoria sempre para os Diretores das empresas. Logo que for chamado pergunte: “Qual o problema de qualidade que vocês têm?”   As pessoas, na maioria das vezes têm dificuldade em responder a esta pergunta. Certa vez isto aconteceu comigo. Fiz a pergunta e o Presidente da empresa me telefonou, uns 15 dias depois, e disse que não conseguia expressar o problema. Então sugeri a ele fazer uma reunião com a diretoria para discutirmos problemas da qualidade. Eu estava na reunião e, logo de cara, o Diretor Industrial disse que sua qualidade era a melhor do Brasil e que seus índices eram campeões.   Depois de cansativas duas horas de reunião um gerente presente soltou uma frase que abriu as portas para o entendimento. Ele disse:   “damos 15% de desconto sobre os preços do concorrente principal”.   Eu disse: “pronto, já temos o problema da qualidade. Estamos perdendo 150 milhões de reais por ano!!!” Foi uma terrível briga mas, no final, foi aprovada uma pesquisa junto aos clientes e não clientes.   Esta pesquisa descobriu um mundo de coisas.  Por exemplo: Os clientes mediam umas dez características da qualidade e a fábrica somente três.   Classificamos junto aos clientes as três características mais importantes, das três a fábrica só media uma.   Perguntamos aos não clientes porque eles não compravam de nós. A resposta mais numerosa foi: “Porque o concorrente lança o catálogo três meses antes que vocês! Descobrimos várias outras coisas.   Pronto, uma vez que a empresa tenha tomado conhecimento de todos estes problemas começamos um programa da qualidade comandado pelo Presidente da empresa para recuperar os 150 milhões. Deu tudo certo!
Não tenho nem mais tanto o que falar sobre as palavras tão bem colocadas e a coerência com todo o plano de estudo do nosso querido Professor Falconi, mas tanto do relatório da Forbes quanto desta reposta, conclui que quem quer uma empresa forte, não importa se sua preocupação é sobre cultura da qualidade, resultados sustentáveis, produtividade, enfim, as lições tiradas aqui são:
  • Tenha valores chave que contribuem no alcance dos seus objetivos;
  • Invista em uma liderança orientada para resultados;
  • Tenha constância de propósito.
 Leia também:Cultura da Qualidade: Como comprometer pessoas (Parte 1)

Sobre o autor (a)

15 comentários em “Cultura da Qualidade: Vicente Falconi diz como comprometer pessoas (Parte 2)”

  1. Simplesmente Show, era
    “pitadinha de sal que faltava ” e que no fim nós da Qualidade enxergamos
    independente de qual ferramenta usar, se os líderes da empresa não
    concordarem, ou não adotar a linha de raciocínio que os gestores de Qualidade
    propõe e suas respectivas normas e procedimento, nada acontece, ai começa na
    diretoria, que transmite para gerentes, lideres, chefes e colaboradores,
    quebrando o ciclo desta cultura que realizada de forma certa e ordenada, pode
    levar a empresa a conquistar seus objetivos, que é conquistar e manter cada dia
    mais clientes, a “tal” da melhoria contínua. Um grande desafio…comprometimento dos cargos de liderança, juntamente com seu costumes e paradigmas…

  2. Falconi deve ser uma referência principalmente para todos os profissionais que trabalham com a Qualidade.
    Teu resumo foi perfeito Monise:
    – Tenha valores chave que contribuem no alcance dos seus objetivos;
    – Invista em uma liderança orientada para resultados;
    – Tenha constância de propósito.

    Só que para estes fatores serem executados corretamente, A DIREÇÃO DEVE ESTAR TOTALMENTE COMPROMETIDA COM A CULTURA DA QUALIDADE.
    Nós, profissionais da Qualidade, temos que primeiro “vender a ideia da Cultura da Qualidade” para a direção, para trazer os diretores para o nosso lado. Feito isso, desdobramos a cultura para o restante da organização. A Cultura da Qualidade deve “vir de cima para baixo”.

    Parabéns pelo post !

  3. Muito bom esse texto, expressa um pouco da arrogância de alguns lideres que ignoram a Qualidade e tomam ações próprias, sem repartir a ideia com as demais áreas relacionadas da empesa. Para obter grandes resultados ou resultados satisfatórios a liderança executiva da empresa precisa estar em parceira forte com qualidade, essa parceria começa no exato momento da seleção e contratação de novos lideres. Todo trabalhando e olhando para o mesmo objetivo….O crescimento do Market Share
    Muito bom esse post. Parabéns

  4. Olá Monise! Sou apaixonada por Vicente Falconi e já trabalhei com dois livros dele na fábrica que atuei: Gerenciamento da Rotina e Gerenciamento pelas Diretrizes. Foi uma experiência fantástica para todos que participaram do projeto.
    Tem um autor que vem falando muito de Cultura de Segurança de Alimentos (Frank Yiannas) que admiro também e que deixou a seguinte mensagem em seu livro: Se segurança de alimentos for uma prioridade e não um valor, teremos um problema, pois prioridades passam e valores ficam. O mesmo se aplica a qualidade! Se ela for apenas um oba oba para certificação e não um valor que a empresa preze e cuide, realmente a manutenção de uma certificação ficará pesada e difícil de sustentar. Quanto a Liderança, estou muito curiosa de como esta questão está sendo abordada nas renovações de certificações ISO 9001:2015. Será que a liderança realmente está assumindo o que se espera dela em relação ao sistema de gestão da qualidade? Será que os líderes estão conseguindo responder “Qual o problema de qualidade que vocês têm”? Muitos que fiz esta pergunta ficaram com um ponto de interrogação estampado na face! Parabéns pelo trabalho que vem realizando! Encontrei hoje a Qualiex, por isso cheguei até este artico!

    1. Excelentes considerações, Silvana. Também acredito que a ISO 9001:2015 vai “chocar” algumas mentalidades e posturas, mas é um bom sinal de que, mesmo sofrendo, nós iremos evoluir. Torço para que os líderes realmente absorvam essa cultura de tratar a qualidade como um valor e não uma prioridade! #EstamosJuntosPelaQualidade

      1. É isso aí Monise! Vamos acompanhando as abordagens dos auditores junto a liderança! A liderança precisa evidenciar seu compromisso com a qualidade. O “faz de conta” não pode mais ser aceito!

  5. Maravilhoso o artigo, pois se não houver um engajamento da liderança os profissionais da qualidade não conseguem sozinhos aculturar a qualidade como um valor.

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