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Dinâmicas de grupo para envolver as pessoas na gestão da qualidade – Parte 2

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Valéria Montandon

Valéria Montandon

Avalia de forma independente o sistema de gestão de organizações, identificando oportunidades de melhorias e contribuindo para a consecução das metas das empresas clientes.
Auditora Líder nas normas AS 9100:2016, ISO 9001:2015, ISO 14001:2015 e ISO 45001:2018. Sou Mestre em Gestão da Inovação pelo ITA, Engenheira Mecânica pela UFMG e certificada como Auditora, Black Belt, Gestora e Engenheira da Qualidade pela ASQ. Sou esposa, mãe e cristã, sempre buscando viver de forma equilibrada para que a qualidade ganhe vida através das pessoas, processos e sistemas de gestão.

Na semana passada escrevi um artigo sobre o tema “Parte 1”. Hoje seguiremos com a Parte 2, afinal esse assunto dá o que falar!

Continuando este assunto tão importante e desafiador, não só para a Gestão da Qualidade, mas também para todos aqueles que precisam de pessoas envolvidas para gerar resultados, trarei mais algumas dicas de dinâmicas de grupos.

A expectativa não é aqui esgotar o tema “engajamento”, pois como dito no artigo anterior, a Gestão da Qualidade é feita por pessoas através dos processos. E, para envolver as pessoas é recomendável adicionar empatia por trás de tudo isso!

Digo empatia para o dia a dia nas relações humanas, mas utilizar dessa virtude também na aplicação das dinâmicas traz bons resultados. Sabe por quê?

Porque o colaborador precisa sentir um propósito legítimo e útil na causa, ele precisa perceber que se trata de uma causa edificadora, o colaborador também precisa se sentir parte do propósito e isso deve acontecer com a comunicação e participação deles nos resultados alcançados com as dinâmicas para envolver as pessoas.

Você já sentiu genuinamente vontade de se envolver num projeto pelo qual você só é chamado por algum motivo que talvez você não tenha muita afinidade, não sabe qual é o resultado esperado e nem para que servirá todo aquele trabalho?

Vamos parar para pensar: é muito mais difícil aderir às causas da Gestão da Qualidade nessas circunstâncias, não acha?

Pois bem, vamos à prática com mais duas dinâmicas de grupos e voltamos a falar sobre os resultados mais adiante.

Brainstorming

É uma técnica para reuniões de grupo destinada a incentivar a geração de ideias dos participantes, onde prevalece a quantidade ao invés da qualidade das ideias.

Regras

  • As ideias são livres e não podem ser criticadas;
  • Quando não estiver claro para todos, o próprio “autor” da ideia deve reformular a frase sem interferência dos demais participantes;
  • Mantenha todas as ideias visíveis, seja pelo uso do flipchart ou de uma tela de projeção.
  • Quanto mais ideias, melhor. A maior quantidade favorece surgirem boas ideias para solucionar problemas ou revisar processos;
  • Permita e incentive ideias criativas, não convencionais e fora da caixa.

Dinâmica

  • Reveja o tópico ou problema a ser discutido. Certifique-se de que todos entenderam o assunto do brainstorming;
  • Permita um ou dois minutos de silêncio para que todos pensem sobre a questão antes de haver influência dos outros sobre as próprias ideias;
  • Todas as pessoas participam. Uma boa prática para isso é ouvir os participantes sequencialmente. Quando uma pessoa não tiver nenhuma ideia, ela passa a vez;
  • As rodadas são realizadas até que não haja mais novas ideias.

Análise do campo de forças

É uma técnica de diagnóstico que descreve os fatores ou forças que favorecem ou que se opõem às mudanças organizacionais.

Ela pressupõe que qualquer situação é o resultado de forças a favor e contra o estado atual em equilíbrio. Minimizar as forças opostas e aumentar as forças favoráveis facilitará a mudança.

Dinâmica

  • Identificar e descrever um problema;
  • Descrever a situação desejada;
  • Identificar as forças e os fatores que contribuem para manter a situação atual, as que pressionam para a situação desejada e as restritivas;
  • Analisar as forças, identificando as mais fortes, as mais fracas e as que estão sob controle;
  • Definir estratégias de transição que conduzam à situação desejada, através de planos de ação que deem ênfase às forças impulsionadoras e elimine as forças restritivas;
  • Implementar os planos de ação;
  • Descrever e implementar as ações necessárias para sustentar a nova situação de equilíbrio.

Um exemplo da análise do campo de forças é representado a seguir, em que são descritas forças impulsionadoras e restritivas para a redução do número de estudantes fumantes.

envolver as pessoas

Quais resultados pretende-se alcançar com as dinâmicas de grupos?

As dinâmicas de grupos são amplamente utilizadas nas organizações como uma poderosa ferramenta para promover a melhoria contínua, para envolver as pessoas nos processos e para a solução de problemas.

E quando esses resultados aparecem, os colaboradores sentem-se satisfeitos e todas aquelas dúvidas são sanadas, como: Por que preciso participar dessa dinâmica? Para que fazer tudo isso? O que vai adiantar fazer isso e não ser colocado em prática?

Sabe aquela sensação de que estão perdendo tempo fazendo dinâmicas de grupos? Pois bem, essa sensação é trocada por satisfação quando as melhorias no ambiente de trabalho acontecem e quando os problemas que já estavam cansados de ouvir deixam de existir.

Ainda em tempo, podemos citar os resultados que não são mensuráveis, mas são perceptíveis, como: melhora na comunicação, no relacionamento interpessoal, melhora no espírito de colaboração e empatia entre as pessoas de uma equipe.

Conclusão

Agora que você chegou até o fim deste artigo, já sabe da relevância das dinâmicas de grupos para envolver as pessoas nos projetos da Gestão da Qualidade e que o engajamento não acontece automaticamente. 

As dinâmicas não trazem engajamento por si só, há um conjunto de fatores envolvidos que estão relacionados com o comportamento dos Líderes.

Além disso, é importante estar atento a fatores que contribuem positivamente para um bom resultado, tais como:

  • Comunicação clara e objetiva do propósito a todos os participantes
  • A disponibilidade e o cenário em que os participantes estão vivenciando na organização
  • O comportamento inicial dos participantes na dinâmica
  • Limitação de tempo para a realização (preferível, dinâmicas curtas)
  • Eliminar desvios que tirem o foco do problema principal da dinâmica

Aproveite o momento para compartilhar conosco nos comentários a dinâmica que mais chamou sua atenção!

 

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