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Execução: Por que o tático deve ser bilíngue?

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    Jeison

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    Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
    Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

    Escrevendo essa série de artigos sobre execução eu me lembrei de uma palestra impressionante que assisti há alguns anos com várias pessoas da minha empresa, e as reflexões se encaixam como uma luva aqui. Quando analisamos a pirâmide do Estratégico – Tático – Operacional é possível observar uma coisa clara: temos três perspectivas diferentes em uma organização. Mas o que a gente às vezes não percebe é que há um distanciamento maior entre o estratégico e o operacional e isso pode gerar alguns ruídos de comunicação e compreensão. estrategico-tatico-operacional Muitas vezes, o estratégico quer uma coisa, e o operacional quer outra. É óbvio que a diretoria tem mais poder sobre as decisões, mas se o operacional não realizar o trabalho, a empresa não funciona. Aliás, pode até funcionar, porém mais lenta, com menos performance, engajamento e resultado. Para fazer essa conexão nós temos o TÁTICO! E isso é uma coisa muito especial que precisamos observar: quem atua no tático tem uma função “bilíngue”. O estratégico fala a língua do dinheiro, do retorno, do resultado. É claro que a diretoria também fala da visão, missão e dos planos, mas ela tem uma ênfase no retorno financeiro, até porque se o estratégico descuidar do dinheiro e do lucro, a empresa fecha. O operacional fala a língua do trabalho, da mão na massa, das tarefas. Obviamente ela pode e deve viver os valores da empresa, mas está focado na meta de produção, em evitar retrabalho e ganhar produtividade.
    E temos o tático! E é aí que a mágica acontece. O pessoal do tático que tem a função de entender a língua do dinheiro e transformar isso na linguagem das tarefas. Quem deve compreender a visão, e mostrar para o operacional como o resultado deles influencia no alcance desses objetivos. É o tático também que entende as demandas do operacional e solicita estratégias para atendê-las, ou então posiciona os limites de produção para confrontar a estratégia quando ela é irreal, para moldar os planos transformando-os em algo mais real, assim como vimos no primeiro artigo. Já conhecemos que o tático é responsável por desdobrar as estratégias, focar no médio prazo, e concentra geralmente a média gerência. Mas quando vi a apresentação do tático como a ‘turma bilíngue’ vi uma forma muito mais clara de comunicar a função dos gestores. Além disso acredito que esta é uma visão mais moderna do assunto. Por isso, se você atua no tático, quando você recebe uma estratégia de “mudar uma determinada linha de produção” pense nesse artigo, entenda se é possível executar. Se for, comunique a estratégia para o pessoal operacional “traduzindo” para língua deles, conectando com suas tarefas e resultados. Se não for, comunique para o pessoal do plano estratégico “traduzindo” para eles claramente. Seja bilíngue!   Veja outros artigos da Trilha de Artigos sobre “Execução”.   #01: Execução: A importância de executar #02: Execução: Quem executa NÃO é só o operacional! #03: Execução: Por que o tático deve ser bilíngue? #04: Execução: Seja o exemplo de execução! #05: Execução: Executar é mais que iniciativa, é acabativa! #06: Sua equipe executa o tanto que deveria? #07: Execução: Eu não quero ser coiote!

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    6 comentários em “Execução: Por que o tático deve ser bilíngue?”

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