Cultura organizacional

Execução: Por que o tático deve ser bilíngue?

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Escrevendo essa série de artigos sobre execução eu me lembrei de uma palestra impressionante que assisti há alguns anos com várias pessoas da minha empresa, e as reflexões se encaixam como uma luva aqui.

Quando analisamos a pirâmide do Estratégico – Tático – Operacional é possível observar uma coisa clara: temos três perspectivas diferentes em uma organização. Mas o que a gente às vezes não percebe é que há um distanciamento maior entre o estratégico e o operacional e isso pode gerar alguns ruídos de comunicação e compreensão.

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Muitas vezes, o estratégico quer uma coisa, e o operacional quer outra. É óbvio que a diretoria tem mais poder sobre as decisões, mas se o operacional não realizar o trabalho, a empresa não funciona. Aliás, pode até funcionar, porém mais lenta, com menos performance, engajamento e resultado.

Para fazer essa conexão nós temos o TÁTICO! E isso é uma coisa muito especial que precisamos observar: quem atua no tático tem uma função “bilíngue”.

O estratégico fala a língua do dinheiro, do retorno, do resultado. É claro que a diretoria também fala da visão, missão e dos planos, mas ela tem uma ênfase no retorno financeiro, até porque se o estratégico descuidar do dinheiro e do lucro, a empresa fecha.

O operacional fala a língua do trabalho, da mão na massa, das tarefas. Obviamente ela pode e deve viver os valores da empresa, mas está focado na meta de produção, em evitar retrabalho e ganhar produtividade.

E temos o tático! E é aí que a mágica acontece. O pessoal do tático que tem a função de entender a língua do dinheiro e transformar isso na linguagem das tarefas. Quem deve compreender a visão, e mostrar para o operacional como o resultado deles influencia no alcance desses objetivos. É o tático também que entende as demandas do operacional e solicita estratégias para atendê-las, ou então posiciona os limites de produção para confrontar a estratégia quando ela é irreal, para moldar os planos transformando-os em algo mais real, assim como vimos no primeiro artigo.

Já conhecemos que o tático é responsável por desdobrar as estratégias, focar no médio prazo, e concentra geralmente a média gerência. Mas quando vi a apresentação do tático como a ‘turma bilíngue’ vi uma forma muito mais clara de comunicar a função dos gestores. Além disso acredito que esta é uma visão mais moderna do assunto.

Por isso, se você atua no tático, quando você recebe uma estratégia de “mudar uma determinada linha de produção” pense nesse artigo, entenda se é possível executar. Se for, comunique a estratégia para o pessoal operacional “traduzindo” para língua deles, conectando com suas tarefas e resultados. Se não for, comunique para o pessoal do plano estratégico “traduzindo” para eles claramente. Seja bilíngue!

 

Veja outros artigos da Trilha de Artigos sobre “Execução”.

 

#01: Execução: A importância de executar

#02: Execução: Quem executa NÃO é só o operacional!

#03: Execução: Por que o tático deve ser bilíngue?

#04: Execução: Seja o exemplo de execução!

#05: Execução: Executar é mais que iniciativa, é acabativa!

#06: Sua equipe executa o tanto que deveria?

#07: Execução: Eu não quero ser coiote!

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