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Gestão do Conhecimento

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Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Muito se fala sobre gestão do conhecimento, é um tema interessante e fundamental para as empresas hoje,  para esse primeiro post sobre o assunto vamos apresentar o que é a GC, e como os tipos de conhecimento podem ser caracterizados.
Uma coisa importante aqui do blog da qualidade é manter uma relação direta com a gestão da qualidade, seja falando de ferramentas, práticas, políticas, sistemas ou cultura da qualidade, o tema deve envolver diretamente a qualidade. Então por que falar de gestão do conhecimento aqui? Porque a gestão do conhecimento está totalmente ligada à qualidade.
Logo que iniciei minha vida profissional, me deparei com literaturas famosas da área meio que por acaso, e me interessei muito pelo assunto, como Davenport e Prusak, Nonaka e Takeuchi, Terra além de outros.

Mas o que é gestão do conhecimento?

A gestão do conhecimento ou simplesmente GC, diz respeito diretamente a troca de conhecimento e aprendizagem organizacional, é um tema extenso, e não vai ser nesse post que você será um expert no assunto, o objetivo aqui é apresentar como GC como algo familiar e sem mística.  Uma citação amplamente aceita é a de Davenport e Prusak (1998):

“O conhecimento é definido como sendo uma mistura fluida de experiência condensada, valores e informação contextual, que proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e informações. Ele tem origem e é aplicado na mente dos colaboradores. O conhecimento organizacional é o conhecimento tácito e explícito de cada organização”

A gestão do conhecimento está diretamente relacionada com o que o indivíduo sabe e como ele compartilha esse conhecimento, seja ele tácito ou explícito. Mas o que são esses tipos de conhecimento?

Tipos de conhecimento

Para esse primeiro post, vamos apresentar os tipos de conhecimento que podem ser caracterizados de duas formas: tácito e explícito. Levando para a realidade de uma organização, vamos entender essa separação:
O conhecimento explícito está distribuído por instruções, manuais, normas, políticas e murais. É o conhecimento mais palpável, o mais acessível uma vez que podemos identificá-lo e classificá-lo de forma clara e simples, por esse motivo ele está amplamente difundido dentro das organizações e é fundamental que uma empresa tenha explicitado seus principais conhecimentos.
O conhecimento tácito está guardado com as pessoas, é o conhecimento que cada colaborador da empresa trás consigo, é extremamente pessoal, uma vez que além do aprendizado que a pessoa teve do conhecimento em questão, agrega também sua experiência, impressões, e opiniões. O conhecimento tácito é mais difícil de ser “visto” uma vez que está na cabeça do colaborador, mas é de fundamental importância para empresa, uma vez que a experiência, não pode ser adicionada a um procedimento por exemplo.
Tanto o conhecimento explícito quanto o tácito são importantes,  mas os desafios maiores segundo a literatura atual estão na gestão do conhecimento tácito, e em como é possível sistematizar esse compartilhamento, mas isso é tema para outro post.

Apenas o início

Agora que você já sabe o que é a GC e os tipos de conhecimento já pode avaliar aí na sua empresa como o conhecimento é disseminado e compartilhado.
Como o tema é extenso, complexo e interessante, ainda teremos muito para tratar sobre gestão do conhecimento. Este é o primeiro post de muitos onde falaremos das conversões de conhecimento, aprendizagem organizacional, dimensões do conhecimento, GC na prática, relação da gestão do conhecimento com a gestão da qualidade, espiral do conhecimento entre diversos outros.
* Nota: Este post foi publicado originalmente no dia 27 de Junho de 2012.

DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento Empresarial: como as organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998

NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Gestão do Conhecimento. Porto Alegre: Editora Bookman, 2008.

 

Sobre o autor (a)

40 comentários em “Gestão do Conhecimento”

  1. Meu entendimento da Gestão do Conhecimento consiste em transformar o conhecimento individual em conhecimento coletivo. Em uma Organização de Trabalho quando compilamos a soma dos conhecimentos de cada profissional formamos um único conhecimento que muitos chamam de Capital Intelectual, sendo este, portanto, o Conhecimento Corporativo. A Gestão da Qualidade estabelecida na NBR ISO 9001:2008 não aborda este enfoque, mas, insere ações que contribuem com a formação do Capital Intelectual, entendido este como a capacidade da Organização de Trabalho independer de suas indiviualidades. Entre elas: comunicacão, documentação, interação. A NBR ISO 9000: 2005 preconiza: liderança, envolvimento de todos membros da Organização, reciprocidade. A NBR ISO 9004:2010 oferece diretivas de sustentabilidade com base no envolvimento das partes interessadas.
    Esta é minha leitura.
    Saudações,
    Tarcio Danierbe

    1. Excelente leitura Tarcio, é isso mesmo.

      Os sistemas de gestão não abordam diretamente o tema, mas de forma indireta ele é abordado de maneira sistemática pela maioria dos sistemas adotados pela organização, uma vez que promover a aprendizagem organizacional está hoje entre os grandes desafios da maioria das empresas.

      Em breve teremos outros posts abordando o assunto, esse foi o primeiro para iniciar o debate.

      Obrigado por compartilhar conosco.
      Um forte abraço,

  2. Jeison,

    O tema é fascinante e tem tudo a ver mesmo com GQ!
    Porém discordo quando diz que a experiência não pode ser adicionada a um procedimento. – Quando o procedimento é tratado como um documento vivo, que evolui no decorrer do tempo, cada revisão dele acaba refletindo a experiência das pessoas, as melhores práticas, as inovações. Dessa forma, o conhecimento tácito vai sendo transformado em explícito gradativamente. Acredito que este é o papel do Gestor de Qualidade nessa história, aliás, pois as empresas em sua maioria não possuem essa cultura.

    Parabéns pela abordagem do tema, estarei acompanhando!

    Grande abraço!

    1. Ronaldo, é verdade, tem tudo haver com GQ!
      Sobre a questão da experiência ela pode ser utilizada para melhorar o procedimento, mas o procedimento, não tem experiência, experiência é uma coisa exclusiva dos indivíduos. Essa é mesmo uma colocação polêmica, mas entendo o que você colocou, e sua leitura está correta. O conhecimento tácito é transformado gradativamente em conhecimento explicito, e assim evoluindo e melhorando os procedimentos. Outra coisa bem pontuada é que com certeza, a experiência dos indivíduos faz toda a diferença no momento de criar um bom procedimento!

      O debate é esse mesmo, acho excelente quando alguém vem e discorda de mim! isso promove a discussão o que leva a construção do conhecimento, por favor, continue participando sempre que puder.

      Um forte abraço,

  3. Jeison, gostei da simplicidade que abordou este tema tão complexo. Gerir o capital intelectual de uma organização é algo fascinante. Penso que é fundamental para se pensar em inovação, diferenciação, velocidade e competitividade nas organizações.

    Segue link para um texto no meu blog que vai um pouco mais fundo no assunto: Introdução a Gestão do Conhecimento nas Organizações – http://bit.ly/jdru9c – espero que goste.

    Abraço, @neigrando

    1. Bom dia Nei Grando, agradeço muito pelo comentário.
      E você direto ao ponto: SIMPLICIDADE, o objetivo, é que sejamos simples mesmo, por isso o post é curto, e aborda só uma parte da gestão do conhecimento.
      Teremos outros posts mais aprofundados, mas iremos abordar o tema de forma gradativa.
      Vi seu artigo e ele é excelente, parabéns!

      Aqui, vamos tentar manter a simplicidade, para tornar a qualidade, excelência, GC e todos os temas abordados acessíveis e sempre ligados a realidade.
      Fico pessoalmente feliz com o comentário, peço que continue participando,
      um forte abraço,

  4. Alexsander J. dos Santos

    Interessante postagem. Sendo a forma tácita a mais desafiadora às organizações, pois ao gerenciar esse conhecimento, gerenciamos comportamentos e sentimentos inclusos ao conhecimento. Logo qual é o nível organizacional que devemos transformar o conhecimento tácito em explícito com maior frequência?
    Abraço.
    Alexsander J. dos Santos | TGTI4SA | FARESC

  5. Muito interessante, em minha opinião o que faz o diferencial
    de uma empresa é o quanto seus colaboradores estão disponíveis para
    compartilhar o conhecimento tácito. E como a empresa o incentiva e apoia isso.
    O Google, por exemplo, aplica em algumas unidades uma política de
    faça-pra-você, na qual o colaborador dedicar um pequeno percentual de suas
    atividades para a elaboração de um projeto pessoal. Seja um game para celular,
    um site de receitas, e por ai vai. A grande sacada é que ideias interessantes saíram
    destes pequenos produtos. E foram aproveitadas pelo Google. Por isso, uma
    empresa é nada menos que a junção de todas as experiências e conhecimentos de
    seus colaboradores, cabe a ela POTENCIALIZAR essas ideias visando produtos
    melhores a longo prazo ou apenas utilizar seus colaboradores como peças de um
    tabuleiro que sempre joga o mesmo jogo, com as mesmas regras e os mesmos
    desafios.

  6. na prática,é muito complexo fazer discernimento ou até mesmo identificar esses tipos de conhecimentos,veja o conhecimento tácito “está guardado com as pessoas”,e em um processo produtivo com toda a dinâmica do ambiente,sabe…não é fácil,mas valeu por mais esse post!!!!

  7. Boa tarde Jeison muito bom conteudo. Gostaria de entender melhor a parte da axpiral do conhecimento. Tácito para tácito, depois tácito para explicito, explicito para explicito e explicito para tácito. Se puder me ajudar eu agradeço.

  8. Boa tarde Jeison.
    Como podemos fazer pra que o empreendedor entenda quais são os conhecimentos importantes para o seu negócio?

    Obrigado…

    1. Essa é a pergunta do Milhão Alexandro… rs…

      O ideal é entender o negócio, e saber quais são os conhecimentos críticos (fundamentais para o funcionamento da empresas) e cuidar dele com muito cuidado. Em muitos casos, o empreendedor é quem entende disso (eu acredito que seja o ideal), quando não é, ele precisa de alguém de confiança que entenda.

      Agora para saber “qual é” o conhecimento essencial, apenas mergulhando na área de atuação e “viver” aquilo que faz com intensidade, infelizmente (ou felizmente) não existe caminho fácil.

      Um abraço, obrigado por participar!

  9. Uma das formas de extrair o conhecimento tácito e torná-lo explícito é por meio dos CCQ’s (Círculos de Controle de Qualidade). A dinâmica destes grupos é que os colaboradores tragam problemas ou oportunidades de melhoria dos processos e o grupo os resolva (utilizando as ferramentas da qualidade) e/ou encontre a melhor forma de aplicar a melhoria no processo. Ao final, depois de testado e aprovado, o novo padrão é incluído nas instruções de trabalho e procedimentos, tornando-se assim conhecimento explícito. A construção utiliza a percepção dos colaboradores, sua criatividade e o trabalho em grupo. Particularmente acho fantástico!

    1. Olá Bruno, tudo bem?

      Na verdade a gestão do conhecimento acontece de diversas formas…

      Mas você pode imaginar que sempre que uma reunião é realizada para discutir um assunto, ou montar um apresentação, ou mesmo quando você lê um procedimento, a gestão do conhecimento está acontecendo..

      Neste post, você pode saber um pouco mais..
      https://blogdaqualidade.com.br/gestao-do-conhecimento-parte-2-conversao/

      Ajudei?
      um forte abraço,

    1. Marcos, principalmente a falta de políticas para fomentar esse tipo de atividade. existe uma série de obstáculos, mas é criar mecanismos de transferência no dia a dia da empresa, o que não é fácil.

      Essa sua pergunta me deu uma boa ideia para um futuro post.. rs..
      um forte abraço,

    1. De diversas formas Francieli, mas eu entendo a inquietação dessa pergunta, uma vez que ela reflete a questão: “como faço isso ?”… é algo que me pergunto sempre, e que estou sempre tentando praticar…

      não encontrei um modelo simples, mas principalmente, investindo na qualificação, no treinamento… acredito muito em envolver as pessoas na resolução das questões de trabalho e que todos podem colaborar… Outra coisa importante, é definir um método e buscar segui-lo, por mais que não seja “o melhor” algum método, é melhor que método algum.

      um forte abraço,

    1. Toda a relação, a resposta do nosso amigo TED acima, fala disso. Mas basta você pensar que para gerir projetos, você trabalha com pessoas, que essa relação se torna evidente. O conhecimento está nas pessoas, ele ocorre na mente dos envolvidos, a informação documentada, os procedimentos os processos são muito valiosos, mas o aprendizado só acontece no indivíduo, e para gerenciar projetos, você trabalha com várias pessoas, logo, existe uma relação próxima e direta.

      Será que ajudei? ou compliquei mais? rs.. .
      um forte abraço,

  10. Boa Tarde,

    Eu estava estudando um pouco sobre a correlação de gestão de projetos com a gestão de conhecimento e cheguei na seguinte conclusão:

    A
    Gestão do conhecimento é basicamente constituída pelos seguintes fatores:
    Identificação do conhecimento que é onde é facilitado o acesso e a localização
    das coisas necessárias conseguindo mapear todos os dados, tanto interno quanto
    externos em uma forma clara e exata. A aquisição do conhecimento como o próprio
    nome já diz , nos mostra da onde vem o conhecimento como por exemplo:
    relacionamento com clientes, fornecedores, parceiros e networking. O desenvolvimento
    do conhecimento é quando é possível criar habilidades, melhorar as ideias e os
    processos. A utilização do conhecimento se assegura de que o conhecimento
    adquirido está disponível na organização. A retenção é quando acontece o
    armazenamento e a atualização sistemática desse conhecimento gerados no
    decorrer do processo. A fundamentação de gestão de projetos na gestão de
    conhecimento envolve os seguintes fatores: Estratégia, gestão de pessoas,
    cooperação, capacitação, continuidade e mobilização.

    Nas áreas de conhecimento a gestão do
    conhecimento seria a estruturação das atividades organizacionais encadeadas
    interna e externamente, com base em parâmetros gerados pelo monitoramento
    constante dos ambientes interno e externo. Sendo assim uma forma, para a
    maioria das empresas, Gestão do Conhecimento é um sistema de gerenciamento
    corporativo. Gestão do Conhecimento significa organizar e sistematizar, em
    todos os pontos de contato, a capacidade da empresa de captar, gerar, criar,
    analisar, traduzir, transformar, modelar, armazenar, disseminar, implantar e
    gerenciar a informação, tanto interna como externa. Sendo assim diminuindo o
    risco de fracasso dos projetos dentro das organizações.^
    Vocês concordam comigo?

    1. Você avançou muito na descrição da gestão do conhecimento TED, mas manteve o foco no conhecimento explicito, o que não está errado, uma vez que este é o conhecimento que pode ser articulado de forma mais objetiva e direta.

      É importante manter os olhos abertos para a gestão do conhecimento tácito, que é muito complexa e extremamente rica do ponto de vista de resultados.

      Seu raciocínio é muito bom e direto, só relembro que é importante valorizar a experiência e as metáforas criadas pelo conhecimento pessoal dos colaboradores que tem um valor, mas a forma de sistematizar e documentar isso, pra mim, ainda não está tão claro e simples assim.

      Um forte abraço e muito obrigado por colaborar na discussão.

  11. Boa noite Jeison…
    Estou com duvidas em relação a definição e aplicação de Conhecimento K, vc poderia me dar uma explicação?
    Obrigado.

  12. Jose Claudio Henrichs

    Temos citado muito o caso da Rede de Hoteis Marriott nos EUA que melhorou seus atendimentos com novas tecnicas de gestáo do conhecimento junto a equipe.
    Em fevereiro de 2014 estara sendo lançado o primeiro MBA em Desenho Instrucional quem trabalha com treinamentos on line pelo site http://www.ibdin.com.br
    O Desenho Instrucional ensina de forma pratica e customizada transpor qualquer treinamento para o ambiente virtual. Como nos casos que presenciamos na rede de Hoteis Marriott nos EUA, um setor onde apenas 3 pessoas do RH se aperfeiçoaram em DI criava os mini treinamentos que todos os atendentes teriam que acessar ao iniciar cada jornada de trabalho e isso melhorou substancialmente os atendimentos em toda a rede. Os cursos sáo sempre atualizados com o DI o RH se torna capacitado a evoluir os conteudos

  13. Bom dia, parabéns pela escolha do post: atual, abrangente e ao mesmo tempo algo extremamente complexo de trabalhar em determinadas organizações.
    Relacionando os tipos de conhecimento explícito e tácito, na minha visão a empresa possui grandes oportunidades de reter e aplicar o conhecimento tácito de seus colaboradores, quando no desenvolvimento do conhecimento explícito faz uma gestão participativa, e motiva e inspira através de seus processos os colaboradores a contribuir de forma efetiva para o crescimento da organização.
    Medir a gestão do conhecimento e analisar a aplicação da mesma, é uma forma interessante de implementar a gestão da organização e muitas vezes criar mais abertura para que o conhecimento tácito possa estar mais presente.

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