Gestão de processos

A liderança e o gerenciamento de falhas

falhas-qualidade
Imprimir artigo

O triunfo de uma organização seja ela uma escola, um hospital, uma prefeitura, uma empresa ou até mesmo o Governo Federal, é algo desejado por todos e, quando acontece, é uma grande fonte de alegria e satisfação. É fato amplamente conhecido que alcançar os objetivos com bons resultados, é uma fonte de motivação humana.

Se entendemos isso, por que falhamos?

Para responder a esta pergunta, a intenção não é dar uma resposta fixa e acabada, mas elencar aqui fatores que contribuem para o “blackout” dos processos.

Falhamos porque:

  • Não executamos completamente, e a tempo, os Planos de Ações;
  • Não gerenciamos ou utilizamos de forma correta o conhecimento que está ao nosso alcance;
  • Não usufruímos do capital humano a ponto de beneficiarmos do capital intelectual;
  • Não realizamos a Gestão de Riscos;
  • Não mensuramos resultados.

Segundo Vicente Falconi (2009, p. XVII) “Não existe outra maneira a não ser começar pelas pessoas” e é através delas que ocorrem as falhas e as ações corretivas das mesmas.

No “mundo” da Qualidade, estamos acostumados a identificarmos inúmeras falhas, as reais Não Conformidades, sejam elas internas ou externas, porém, existe a diferença no comportamento de cada indivíduo que as identifica: Uma vez entendido o verdadeiro sentido do registro das falhas, o posicionamento será sempre corrigir!

Toda falha, é um resultado indesejável, portanto, todos que realmente desejam melhorar sua empresa, devem estar cheios de falhas.

É sabido que, as falhas identificadas não são intencionais e nem planejadas, a diferença é: Será que a equipe está preparada para tratar, saná-las sem que hajam reincidências? Cada atitude tem a hora certa, o famoso timing e cabe ao líder ser um verdadeiro mentor para toda a equipe.

Existe a diferença entre a “falha boa”, que é provocado pelo líder quando ele mensalmente faz um levantamento da sua área de produção, visando melhorar a produtividade e o desempenho atual da organização, caracterizando como ação preventiva, e a “falha ruim”, que corresponde a desvios de consistência das operações, (produto que saiu das especificações do cliente, máquina que quebrou, etc). A falha ruim deve ser resolvida imediatamente e é ruim porque não avisa a hora que vem e nem foi planejado.

Baseados em falhas anteriores e ações potenciais, teremos subsídios para evitarmos futuras falhas e fica claro que o comportamento das pessoas farão enormes diferenças neste contexto e é neste momento que o líder deve entrar em ação.

A escolha da equipe e seu gerenciamento

Quem não gostaria de compor sua equipe com pessoas que possuem vasto conhecimento técnico? No entanto, o principal fator que deve nortear a escolha destes profissionais é o perfil comportamental atrelado à capacidade de liderança, seu aperfeiçoamento na construção do conteúdo e seus valores comprovados na convivência do dia a dia.

A responsabilidade da liderança está em gerenciar não somente falhas, mas as falhas através das pessoas, garantindo que os processos que apoiam suas operações sejam estáveis e confiáveis. Consistência é a palavra de ordem!

O processo de seleção e recrutamento permite a probabilidade de verificar os melhores, no entanto, este processo não é perfeito, em que é perceptível através da avaliação de desempenho a capacidade de cada um em atingir suas metas.

Ora, se alcançar metas com o time fazendo certo é liderança, a construção desse time, deve ser assertiva!

Através das pessoas, a liderança deve zelar para que as falhas ocorram em número cada vez menor. É impossível eliminá-las, porém, dá para reduzir substancialmente.

Autor

Comentários

Posts Relacionados

← Post mais recente
Como a revisão da ISO 9001:2015 irá impactar a Gestão de Docum...