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Não dependa da inspeção para garantir Qualidade – 3° dos 14 Princípios de Deming

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Reginaldo Batista

Reginaldo Batista

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Sou Reginaldo Batista, criador do canal MelhoriaNaRaiz no Instagram, formado em Marketing, certificado Green Belt e Lean Six Sigma, sou entusiasta da Melhoria Contínua, modelar dados em indicadores, facilitar processos e promover conteúdo para agregar valor à vida pessoal e profissional das pessoas.

Eu acredito que o compartilhamento de conhecimento é uma relação ganha-ganha, onde que, tanto quem ensina como quem aprende obtém suas recompensas. Minha vida foi, é e será constituída por desafios, tentar e por algumas vezes falhar, te prepara e traz aprendizado para ser melhor, nunca tentar te faz viver a dúvida se algo daria certo! Deseja ter networking comigo? Me procure no Linkedin e no meu canal do Instagram.

Recordando épocas passadas, notava-se que a qualidade no processo de produção de produto ou serviço era em grande parte abordada pela prática da inspeção em massa, tendo como objetivo fundamental evitar que os clientes recebessem produtos defeituosos ou serviços que não entregassem o resultado esperado. 

Acreditava-se fortemente que essa prática era eficaz. Considerava-se mais ter uma reputação íntegra do que assegurar a qualidade. Ao invés de mensurar o quanto esse processo de inspeção em demasia, gerava de gargalos nas saídas dos processos, do quanto dispendioso e o quanto de morosidade era percebida nessa etapa de inspeções, o foco era encontrar defeitos no produto já pronto

Diante disso surge uma reflexão bem importante, a inspeção em massa, de fato, é a chave para garantir e assegurar a qualidade? Será que essa inspeção em massa não é propriamente um desperdício (de recursos, de tempo, de pessoas e financeiro)? Aproveitando-se do tema, cito aqui uma frase de Peter Drucker para complementar a reflexão:

“Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito”.

Peter Drucker

Bem, a seguir, neste artigo, vamos entender melhor o terceiro princípio de Deming.

Produzir e inspecionar depois? Ou praticar a melhoria contínua dentro do processo?

A consolidação e  implementação da indústria 4.0 faz com que a busca pela melhoria, eficiência e maior produtividade dos processos seja o foco vital.

Dessa forma,  é necessário assegurar boas métricas de medição dos processos, acompanhar frequentemente painéis de indicadores em tempo real, manter no cuidado diário a identificação da qualidade sendo implementada em cada etapa dos processos, mitigar riscos dentro do fluxo de trabalho, e, mais do que isso, elaborar documentos padrões muito bem estabelecidos e promover auditorias periódicas para colher evidências das conformidades dos controles. Demonstrando de forma efetiva a qual nível a qualidade está sendo entregue na cadeia de processos do negócio.

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Deste modo se obtém o que o terceiro princípio de Deming recomenda: a qualidade presente nos processos desde os estágios iniciais, até chegar às etapas de saída dos processos, permitindo que todos tenham clareza, compromisso e responsabilidade da qualidade que precisa ser entregue em cada posto de trabalho. Todo esse movimento evita que seja criado aquele pensamento arcaico de que a qualidade é uma área, um setor ou um departamento, a qualidade deve fluir em tudo de uma forma geral.

A inspeção em si não é desnecessária, pode-se fazer inspeção sim, desde que sejam inspeções estatísticas, por amostragem ou baseada em coleta de dados extraídos do processo, que possam, assim, permitir identificar pontos de variância e auxiliar em tomadas de decisão assertivas que promovam um ciclo de melhoria contínua frequente e recorrente em toda a cadeia de processos da empresa. 

“A qualidade não é algo criado pela análise ou inspeção. A qualidade é feita pelas mãos dos operadores”.

Ishihara

A qualidade intrínseca é a garantia de entrega de valor ao cliente

Quando há uma prática na empresa de abordar a qualidade intrínseca, é totalmente nítida a obtenção de benefícios, sejam eles: cultura organizacional pela busca da excelência, forte reputação da empresa frente ao seus clientes e concorrentes, geração de valor agregado nos seus entregáveis, potencialização dos resultados do negócio recorrentemente, contribuindo no alcance dos objetivos estratégicos e criando vantagem competitiva no mercado.

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