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Os Procedimentos (Segundo O Planeta Dos Macacos) – Parte 2

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Esse post busca apresentar porque seguir um procedimento é importante, e os motivos que nos levam a utilizar os procedimentos diariamente. No post anterior tive de ser mais genérico para apresentar a coisa de uma forma que não contasse o filme, mas, resolvi na continuação do post deixar claro quais foram as mancadas dos mocinhos na história.

Mas antes do filme, vamos falar de qualidade. Porque existem os procedimentos? Teorias a parte, indo direto para a prática, eles servem para que algo seja realizado da maneira correta, certo? Sim, isso mesmo. Porém, existe um segundo lado do procedimento, onde ele tem a função de evitar que as coisas saiam do controle e aconteçam problemas ou até mesmo catástrofes.

Bom, então não podemos questionar os procedimentos? Não só podemos como, devemos questioná-los. Eles foram estabelecidos, devem ser discutidos, porém, jamais devem ser descumpridos.

Se o procedimento foi montando com critério, ele foi estudado, pensado e planejado, não é perfeito, mas com certeza, é melhor que uma improvisação. Se não está adequado a realidade do trabalho, o procedimento deve ser melhorado, e isso é normal, deve ocorrer sempre, isso é melhoria contínua.

ATENÇÃO: Tudo que está no quadro cinza abaixo conta detalhes do filme!
se não assistiu, mas pretende fazê-lo, é melhor parar a leitura agora ou pular para depois do quadro! Se já assistiu, leia e aproveite para comentar.

Logo no começo do filme eles deveriam ?sacrificar? todas as cobaias que foram envolvidas na pesquisa, aí o barbudo com cara de santo, resolve salvar um ?filhote de macaco?, e o mocinho que já foi o duende verde, mas agora é um importante cientista, assume criação do animal levando-o para sua casa.

Poxa, como pode isso? Levar uma cobaia com possível contaminação para casa, e escondida? Além de roubo (o animal era da empresa) é de uma irresponsabilidade imensa. Não me entendam mal, eu sou contra sacrificar os animais inocentes, tenho pena, mas se existe um procedimento não foi criado por maldade, e sim para evitar um mal maior. Vejamos, o animal recebeu um vírus ainda sem estudo total, que poderia (ou não) gerar um novo tipo de vírus, contaminar a humanidade, e destruir a todos, ou pelo menos, colocar em risco a vida de alguns! Loucura? Basta lembrar que existem fortes indícios que o vírus da AIDS surgiu em chipanzés!

Outro ponto crítico do filme é: Vou testar tudo isso no meu pai. No filme, o pai do mocinho está com Mal de Alzheimer. Tive um caso destes na família, e, em minha opinião, o melhor ator do filme foi o John Lithgow no papel de Charlie,  um senhor com o mal de Alzheimer, confesso que senti um nó na garganta ao ver as mãos, expressão do rosto e a boca do ator, é uma doença terrível, interpretada por ele no filme muito bem.

Mas voltando ao ponto, testar a vacina em um ser humano sem controle e autorização. É claro que a emoção é forte, mas se existe um procedimento de autorização para testes em humanos após a aprovação dos testes em primatas, não se deve pular a etapa, porque algo deu errado na primeira experiência, ou seria, principalmente, se algo deu errado na primeira experiência.

Então ele guarda vacinas, que na verdade é uma espécie de vírus como o filme apresenta, na geladeira de casa, do lado do leite, e encima da gaveta das verduras. Não precisou mais de 3 segundos para imaginarmos que a coisa não ia dar certo. Bem, não deu.  O macaco super esperto (o mesmo que ele levou pra casa escondido) fugiu, roubou a vacina, voltou para o  abrigo de animais contaminou toda a macacada, que virou a raça de Macacos-Einstein-Hulk, mais fortes e mais espertos do que eu, por exemplo (eu não teria aquela ideia para transpor a ponte).

Os exemplos elencados aqui são fictícios, e não pretendo entrar em mérito de certo ou errado. Acontece que o procedimento não foi seguido, e os problemas vieram todos deste ponto. Se ele deveria ou não testar a vacina no pai, se é ético ou não fazer testes com macacos, não é o tema da discussão aqui. O objetivo é apenas lembrar que se os procedimentos não fossem descumpridos, os macacos falantes, fortes e pensantes não teriam fugido para no filme seguinte (que foi o primeiro na verdade) voltar e dominar a terra.

Os procedimentos geralmente são construídos com critério e pesquisa. Para mudar um procedimento você precisa de critério e uma boa dose de pesquisa, experiência e algum insight que justifique a mudança. Lembre-se, sua opinião apenas não basta.

Para encerrar com outra máxima: Os procedimentos devem sempre ser cumpridos, em alguns casos discutidos, mas nunca devem ser descumpridos.

 

Artigo #01: A importância de seguir os procedimentos segundo O Planeta dos Macacos

Artigo #02: Os Procedimentos (Segundo O Planeta Dos Macacos) – Parte 2

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