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Os Procedimentos (Segundo O Planeta Dos Macacos) – Parte 2

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Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSGna ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Esse post busca apresentar porque seguir um procedimento é importante, e os motivos que nos levam a utilizar os procedimentos diariamente. No post anterior tive de ser mais genérico para apresentar a coisa de uma forma que não contasse o filme, mas, resolvi na continuação do post deixar claro quais foram as mancadas dos mocinhos na história.
Mas antes do filme, vamos falar de qualidade. Porque existem os procedimentos? Teorias a parte, indo direto para a prática, eles servem para que algo seja realizado da maneira correta, certo? Sim, isso mesmo. Porém, existe um segundo lado do procedimento, onde ele tem a função de evitar que as coisas saiam do controle e aconteçam problemas ou até mesmo catástrofes.
Bom, então não podemos questionar os procedimentos? Não só podemos como, devemos questioná-los. Eles foram estabelecidos, devem ser discutidos, porém, jamais devem ser descumpridos.
Se o procedimento foi montando com critério, ele foi estudado, pensado e planejado, não é perfeito, mas com certeza, é melhor que uma improvisação. Se não está adequado a realidade do trabalho, o procedimento deve ser melhorado, e isso é normal, deve ocorrer sempre, isso é melhoria contínua.
ATENÇÃO: Tudo que está no quadro cinza abaixo conta detalhes do filme!
se não assistiu, mas pretende fazê-lo, é melhor parar a leitura agora ou pular para depois do quadro! Se já assistiu, leia e aproveite para comentar.

Logo no começo do filme eles deveriam ?sacrificar? todas as cobaias que foram envolvidas na pesquisa, aí o barbudo com cara de santo, resolve salvar um ?filhote de macaco?, e o mocinho que já foi o duende verde, mas agora é um importante cientista, assume criação do animal levando-o para sua casa.
Poxa, como pode isso? Levar uma cobaia com possível contaminação para casa, e escondida? Além de roubo (o animal era da empresa) é de uma irresponsabilidade imensa. Não me entendam mal, eu sou contra sacrificar os animais inocentes, tenho pena, mas se existe um procedimento não foi criado por maldade, e sim para evitar um mal maior. Vejamos, o animal recebeu um vírus ainda sem estudo total, que poderia (ou não) gerar um novo tipo de vírus, contaminar a humanidade, e destruir a todos, ou pelo menos, colocar em risco a vida de alguns! Loucura? Basta lembrar que existem fortes indícios que o vírus da AIDS surgiu em chipanzés!
Outro ponto crítico do filme é: Vou testar tudo isso no meu pai. No filme, o pai do mocinho está com Mal de Alzheimer. Tive um caso destes na família, e, em minha opinião, o melhor ator do filme foi o John Lithgow no papel de Charlie,  um senhor com o mal de Alzheimer, confesso que senti um nó na garganta ao ver as mãos, expressão do rosto e a boca do ator, é uma doença terrível, interpretada por ele no filme muito bem.
Mas voltando ao ponto, testar a vacina em um ser humano sem controle e autorização. É claro que a emoção é forte, mas se existe um procedimento de autorização para testes em humanos após a aprovação dos testes em primatas, não se deve pular a etapa, porque algo deu errado na primeira experiência, ou seria, principalmente, se algo deu errado na primeira experiência.
Então ele guarda vacinas, que na verdade é uma espécie de vírus como o filme apresenta, na geladeira de casa, do lado do leite, e encima da gaveta das verduras. Não precisou mais de 3 segundos para imaginarmos que a coisa não ia dar certo. Bem, não deu.  O macaco super esperto (o mesmo que ele levou pra casa escondido) fugiu, roubou a vacina, voltou para o  abrigo de animais contaminou toda a macacada, que virou a raça de Macacos-Einstein-Hulk, mais fortes e mais espertos do que eu, por exemplo (eu não teria aquela ideia para transpor a ponte).

Os exemplos elencados aqui são fictícios, e não pretendo entrar em mérito de certo ou errado. Acontece que o procedimento não foi seguido, e os problemas vieram todos deste ponto. Se ele deveria ou não testar a vacina no pai, se é ético ou não fazer testes com macacos, não é o tema da discussão aqui. O objetivo é apenas lembrar que se os procedimentos não fossem descumpridos, os macacos falantes, fortes e pensantes não teriam fugido para no filme seguinte (que foi o primeiro na verdade) voltar e dominar a terra.
Os procedimentos geralmente são construídos com critério e pesquisa. Para mudar um procedimento você precisa de critério e uma boa dose de pesquisa, experiência e algum insight que justifique a mudança. Lembre-se, sua opinião apenas não basta.
Para encerrar com outra máxima: Os procedimentos devem sempre ser cumpridos, em alguns casos discutidos, mas nunca devem ser descumpridos.

Artigo #01: A importância de seguir os procedimentos segundo O Planeta dos Macacos
Artigo #02: Os Procedimentos (Segundo O Planeta Dos Macacos) – Parte 2

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2 comentários em “Os Procedimentos (Segundo O Planeta Dos Macacos) – Parte 2”

  1. Wilson Munhoz

    Jeison, gostei muito deste artigo pelo fato de esclarecer a importância de se cumprir os procedimentos, pois só assim é possível manter o controle da situação quando algo de inesperado acontece. Também concordo com as revisões dos mesmos quanto necessário após os estudos e testes de aprovação/confiabilidade. Abraços e sucesso.

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