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Planejamento de mudanças: os 3 Estados de Mudanças

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Lorena Brito

Lorena Brito

Sou formada em Ciências Econômicas pela UENP, cursando MBA em Business Intellinge na Universidade Positivo, atuo no comercial Qualiex. Além de estar apaixonada pela Gestão da Qualidade, também sou questionadora, não conformista de plantão, louca por rock n' roll e por maratona de séries! Puxa a cadeira, clica no meu Linkedin e Facebook e vamos bater um papo!

Quem nunca ouviu aquele famoso tipo de frase que deixa clara a resistência das pessoas a mudanças: “não precisamos mudar, está bom assim” ou “pode ser mais demorado, mas já estou acostumado com esse modo de fazer as coisas”.

Pensando nessa resistência e na dificuldade de alterar a rotina e os métodos de trabalho das pessoas, o antropólogo Arnold Van Gennep publicou em 1909 uma obra que sugeria um modelo pioneiro de mudanças baseado em 3 estados:

  • Estado Atual;
  • Estado de Mudança;
  • Estado Futuro.

Esse modelo foi bastante aprimorado com o passar do tempo, e hoje pode (e ainda é) ser utilizado em diversos contextos, tanto a nível organizacional quanto pessoal. No meu primeiro post para o Blog da Qualidade, vou mostrar para você como esses 3 estados podem te ajudar a planejar e executar mudanças aí na sua empresa.

Estado Atual

O Estado Atual nada mais é do que o desconforto gerado por algo, por exemplo: há muitas NC’s de reclamação de clientes abertas; reuniões são feitas e ações não são definidas, a empresa não vem demostrando resultados animadores, etc. Ou seja, o estado atual corresponde a como as coisas são hoje, como elas acontecem e corresponde ao presente da sua empresa.

Para isso, você precisa refletir quais são as suas maiores dores, pensando no que precisa ser aprimorado, no que está incomodando você. Isso é necessário para saber exatamente o que você precisa fazer para alcançar seu objetivo no futuro.

Estado de Mudança

Depois que você descobriu o que precisa mudar, está na hora de fazer essa transição. É como pensar em um objetivo pessoal, por exemplo, você está com dores de cabeça, então você cria a consciência de que precisa ir a um médico especialista, neste caso, um neurologista, que te examinará e te dará exatamente o tratamento que necessita.

A transição é o momento de tratar aquilo que te incomoda. Você pode utilizar, por exemplo, o 5W2H para te auxiliar na hora da análise. Para que você melhore, precisará, não só fazer planos de ações para mudar, como executar esses planos. O estado de mudança é tudo que você terá de fazer para alcançar aquilo que deseja, tudo que você precisa fazer para mudar. Imagine o exemplo que dei, das dores de cabeça, você terá que:

  • Pesquisar médicos especializados;
  • Marcar uma consulta;
  • Fazer exames;
  • Fazer o tratamento:
    • Tomar todos os remédios;
    • Seguir as recomendações médicas;
    • Fazer retornos das consultas;
    • Mudar alguns hábitos.

Estado Futuro

Depois de começar o tratamento da sua dor e melhorar, você deverá realizar o acompanhamento contínuo, ou seja, o Estado Futuro é chegar onde você planejou e manter isso como seu novo Estado Atual. Como o “C” e “A” do ciclo PDCA, fazendo e revendo suas ações e observando se elas estão dando certo ou se algo precisa ser reajustado.

Nessa etapa, você não deve voltar aos hábitos antigos. Seu foco agora é manter novas métricas e a nova rotina, pensando sempre que, caso você deixe de fazer algo, retornará ao Estado que tanto te incomodava.

No exemplo que eu dei, o Estado Futuro seria as dores de cabeça acabarem, e você precisaria “padronizar” aquilo que deu certo para que elas não voltem. Poderia ser algo como exercitar-se continuamente ou evitar algum tipo de alimento. Não sou médica, então não sei o que causa dores de cabeça, haha, mas sei que algo é responsável por elas, e isso terá de ser eliminado na nova rotina.

Lembre-se sempre de que sua dor de cabeça pode voltar

As mudanças bem-sucedidas só acontecem quando você passa pelos três estados de forma consciente e organizada, ou seja: planejando (Estado atual), realizando (Estado de mudança) e mantendo as alterações (Estado futuro). Mais ou menos assim:planejamento-de-mudancas-os-3-estados-de-mudancas

 

Isso acontece porque, toda vez que lidamos com pessoas, principalmente a nível organizacional, precisamos ter um processo consistente para fazer as coisas. E isso pressupõe, por exemplo, um ciclo a ser seguido. Se você reparar, pode-se perfeitamente utilizar o PDCA para guiar esses estados e passar por eles de forma planejada e focada nos objetivos.

Método ADKAR para fazer a Gestão de Mudanças

Esse é o primeiro post de uma série sobre Gestão de Mudanças que vou escrever para o blog. No próximo artigo, vou falar para você um pouco sobre como colocar essa teoria na prática, ensinando como utilizar modelo ADKAR, um método que pode ajudar a alcançar mudanças que realmente trazem resultado.

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Sobre o autor (a)

12 comentários em “Planejamento de mudanças: os 3 Estados de Mudanças”

  1. Boa tarde !!!

    Parabéns pelo artigo! Ansioso pelos próximos sobre gestão de mudança.

    Não Seria mais ideal aplicar o ciclo SDCA no estado futuro para verificar que o padrão não está sendo seguindo? E, se este não estiver sendo seguido, abrirá uma lacuna para o ciclo PDCA

    1. Bom dia Douglas! Muito obrigada, pode ter certeza que os próximos também serão bem emocionantes, rs.

      Ótima observação, da para aplicar tranquilamente o ciclo SDCA quando o estado futuro for estabelecido. A ideia do estado futuro é justamente essa, padronizar, mas não há maneiras de realizar a padronização se o planejamento durante esse novo processo não for checado e não houver a ação corretiva.
      O ciclo PDCA também poderá ser aberto quando não há estabilidade na hora da rotina.

      Abraçoss!!

  2. Pingback: Como conscientizar os colaboradores: case dos Origamis - Blog da Qualidade

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