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Quais os tipos de estratégias baseadas no contexto organizacional

Livro Planejamento Estratégico: conceitos, metodologia e práticas. Usado como referência para o artigo.
Nathalia Toncovitch

Nathalia Toncovitch

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Sou graduada em Letras - Português/Inglês e estudante de Administração de Negócios. Trabalho como Assistente de Marketing e realizo pesquisas nessa área. Acredito no poder da consciência e da autodisciplina nas realizações humanas. Acredito também que essas são características importantes para aplicar a qualidade e excelência na sua vida.

Muito se fala sobre planejamento estratégico neste período. As empresas estão se preparando para 2021, estão reavaliando o ano que passou e pensando em estratégias e metas para atingir objetivos estabelecidos para o ano que chega. Mas será que os tipos de estratégias estabelecidas na empresa são condicionadas à uma análise coerente do contexto organizacional? 

Para responder essa pergunta, hoje, inspirada pela leitura do livro Planejamento Estratégico: conceitos, metodologias, práticas (2009), do Djalma de Oliveira, eu vou falar um pouco sobre os tipos de estratégias e como cada uma delas considera o contexto organizacional para traçarem seus planos. 

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O contexto organizacional

Antes de qualquer coisa, o executivo precisa analisar a situação da organização, pois, a partir das informações disponíveis, são estabelecidos objetivos coerentes com o contexto atual e futuro. A partir da análise do contexto, é possível estabelecer as metas e traçar planos de ação para que elas sejam atingidas. 

Entretanto, cabe ressaltar que o planejamento estratégico determina-se como um planejamento de longo prazo e que os objetivos, metas e planos devem ser reavaliados constantemente uma vez que aspectos externos podem interferir nas ações (o maior exemplo disso é a pandemia do COVID-19). Ou seja, ele não é algo estanque e pode estar suscetível às mudanças, assim como a estratégias definidas nele. 

A escolha da estratégia tem que ser adequada ao contexto organizacional, ou seja, à capacitação da empresa, aos objetivos almejados e às condições possíveis. Essas são pistas importantes que podem nortear sua estratégia, que pode ser definida por diversas necessidades ou desejos da empresa, tais como: sobrevivência, manutenção, crescimento ou desenvolvimento.

É importante lembrar que um planejamento pode aderir mais de uma das estratégias elencadas acima – as quais vou especificar um pouco mais abaixo. Porém, para ele funcionar na sua totalidade, deve ser levada em consideração a aplicação da estratégia em momentos adequados e as suas hierarquias. 

Alguns tipos de estratégias são adotadas quando não existe outra alternativa, como por exemplo, a estratégia de sobrevivência. Nela a empresa se encontra em um ambiente e situação inadequados e apresenta perspectivas caóticas. Nesse caso, o foco do negócio deve ser voltado para sua reestruturação. 

Superado esse momento de sobrevivência, a empresa deve se preocupar em manter os resultados alcançados. Posteriormente, a partir do momento que o negócio se sustenta, é possível pensar em planos de crescimento e desenvolvimento. 

Os tipos de estratégia

Estratégia de sobrevivência: 

Essa estratégia é adotada quando a empresa não tem outra alternativa e se encontra em uma situação inadequada e caótica. A primeira decisão estratégica nesse caso é parar os investimentos e reduzir as despesas ao máximo. Essas medidas são tomadas para que a empresa possa se reorganizar com o intuito de alcançar objetivos mais tangíveis no futuro. 

Entretanto, essa pode não ser uma boa estratégia de longo prazo, uma vez que, a empresa poderá ser “engolida pelo mercado e concorrentes”. Além disso, caso essa estratégia não funcione, o executivo poderá adotar a estratégia de liquidar o negócio. 

Estratégia de manutenção: 

Se na estratégia de sobrevivência o objetivo era persistir no alcance de resultados mais positivos, na estratégia de manutenção a empresa já possui uma série de pontos fortes, os quais são maximizados para tentar manter a posição conquistada até o momento. 

Cabe ressaltar que as ameaças existem, mas uma ação que é adotada nesse caso, também, é a minimização de pontos fracos para manter uma vantagem competitiva. Dessa perspectiva, a empresa pode investir, porém de forma moderada. 

Estratégia de crescimento: 

Nesta situação, o ambiente proporciona situações favoráveis que podem se tornar oportunidades de crescimento para a empresa quando aproveitadas efetivamente. Estratégias como inovação, internacionalização, joint venture e expansão são características dessa situação, além do aumento de volume das vendas. 

Estratégia de desenvolvimento: 

Nesse caso, há a predominância de pontos fortes, ambiente favorável e oportunidades.  A partir desses aspectos, o executivo procura desenvolver sua empresa. Esse desenvolvimento pode ocorrer em duas direções: a busca de novos mercados e novos clientes; e a busca por novas tecnologias. Esses dois fatores, quando unidos, permitem que a empresa amplie seus negócios e alcance novas perspectivas no mercado.

No livro, o Djalma aprofunda mais esse assunto. Mas o que eu gostaria de deixar claro é que a melhor forma de se planejar estrategicamente envolve uma profunda análise dos fatores que influenciam a organização, sejam eles internos e externos. E que, a partir disso, é possível estabelecer metas e planos de ação coerentes com a capacidade do seu negócio. 

Para analisar criticamente a situação organizacional, é necessário ter uma boa estrutura de indicadores – mas isso é assunto para outro artigo – que disponibiliza, por sua vez, informações importantes sobre a situação da sua empresa. Isso possibilita uma análise coerente e uma tomada de decisão estratégica plausível com o que você tem agora e o que você quer alcançar. 

Esse foi o meu primeiro artigo para o Blog da Qualidade. Espero que vocês tenham gostado e que tenha sido útil. Espero escrever mais vezes. Até logo. 

Referência: 

OLIVEIRA, D.P.R. Planejamento Estratégico: conceitos, metodologias e práticas. 26ª.ed. Editora Atlas. 2009. 

Sobre o autor (a)

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