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ESG – A Gestão de Resíduos de acordo com o Pensamento Lean

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Dario Spinola

Dario Spinola

MBA em Gestão do Conhecimento, Tecnologia e Inovação pela FIA/FEA-USP, Engenheiro de Produção pela UFSCar, com mais de 20 anos de carreira e forte experiência em consultoria, Dário Spinola ajuda empresas ao redor do mundo a aumentarem sua produtividade e eficiência por meio de robustos projetos de Transformação Lean.
Como coach, Dário tem forte atuação junto a executivos de diversos segmentos, com foco em desdobramento de estratégia, abordagem E2E, Shop e Office floor Management e programas de Transformação para cultura de excelência e melhoria contínua.
No Brasil, atuou em empresas como Volvo, Thyssenkrupp, Marcopolo, Sulzer, Neumayer-Tekfor, Oerlikon, Novozymes, Mahle, Suzano, Itaú, entre outras. Durante seus 8 anos de residência na China (Tianjin e Shanghai), liderou a transformação da Alstom Hydro e gerenciou diretamente a transferência da fábrica antiga para seu novo site (Tianjin). Na China, foi consultor para várias empresas tais como AIRBUS, Alstom Thermal, Axus Stationary, Novozymes, Voith Hydro, Fluidra, Noblesse Magazine, dentre outras.

No meu último artigo, prometi a você trazer alguns insights de boas práticas nos três pilares do ESG. Pois bem, hoje vamos começar pela letra E, que trata do pilar ambiental. Este pilar tem como foco alguns indicadores que precisamos considerar, como Pegada de Carbono, Ciclo de Vida do Produto e Aproveitamento de Recursos e Energia. Para alguns deles, trarei algumas ideias de como você e a sua empresa podem se manter atualizados quanto às principais práticas de ESG, de acordo com o Pensamento Lean. Me acompanhe!

Boas práticas para um desenvolvimento sustentável –  A Gestão de Resíduos

Começando pelo “mais simples”, quando falamos em gestão de resíduos, estamos tratando sobre o descarte adequado de todo tipo de resíduos gerados na sua empresa. Isto vai desde material refugado, restos de matéria-prima decorrentes do processo produtivo, papéis para impressão – a lista não tem fim!

Todos estes resíduos devem ter um destino adequado, com políticas de reciclagem, separação e coleta dos diferentes resíduos, que devem ser realizadas no cotidiano fabril e do escritório.

Essas práticas, embora simples, em muitos casos não são feitas da maneira adequada, até mesmo por uma falta de conhecimento de como e onde começar. E é justamente aí que entram algumas práticas do Pensamento Lean.

O primeiro foco deve ser a eliminação ou atenuação da geração de resíduos. Lembrando que resíduos são desperdícios, portanto, se tivermos atuação diretamente na fonte de geração dos resíduos isso contribuirá para reduzir custos operacionais bem como para um meio ambiente mais sustentável.

Agora, se realmente for inevitável a geração de resíduos, a aplicação e manutenção do 5S é um passo fundamental para uma gestão de resíduos adequada. Uma fábrica ou um escritório organizado pressupõem uma rápida identificação de objetos fora de lugar, limpeza constante do local de trabalho e – neste caso, o mais importante – espaços de coleta delimitados para cada tipo de resíduo gerado no ambiente.

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IMAGEM: Modelo de Espaço Delimitado para Coleta via 5S

Políticas bem estruturadas quanto à coleta desses resíduos podem gerar, inclusive, retorno financeiro direto às empresas. Identificar empresas que coletam sucata, por exemplo, e que reciclem diferentes tipos de materiais, é uma forma de receber remuneração pelo “lixo” que geramos.

Outra forma de melhorar seus indicadores de sustentabilidade é dar atenção ao Life-Cycle Management (em português, Gestão do Ciclo de Vida). Esse indicador reflete a forma como uma empresa monitora e controla o ciclo de vida completo do seu produto, desde a garantia de práticas verdes na obtenção da matéria-prima – como práticas de reflorestamento, por exemplo -, até o descarte adequado do produto feito pelo cliente final, além do uso de embalagens biodegradáveis, políticas de coleta de embalagens utilizadas, reciclagem e reuso.

ESG e o combate aos desperdícios

Segundo o Pensamento Lean, desperdício é tudo aquilo que não contribui para atender a necessidade do cliente. Desperdício só adiciona custo e tempo e, portanto, deve ser reduzido e até mesmo eliminado dos nossos processos.

O Lean classifica os desperdícios em sete categorias: Superprodução, Estoque em excesso, Defeito, Processo desnecessário, Transporte de materiais, Movimentação de pessoas e Espera.

Estes desperdícios, além de impactarem diretamente os processos, também podem trazer consequências desastrosas à gestão de resíduos, como no caso de uma superprodução, de estoques que se tornam obsoletos, de peças defeituosas, até mesmo de transportes desnecessários.

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