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Matriz BCG (Boston Consulting Group)

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Juliana Geremias

Juliana Geremias

Graduada em Administração de Empresas, MBA em Gestão da Qualidade e Auditora Líder ISO 9001. "Qualidade é o resultado de um ambiente cultural cuidadosamente construído. Tem que ser o tecido da organização, não parte do tecido." Phil Crosby

A Matriz BCG possui esse nome porque foi desenvolvida pelo Boston Consulting Group. É uma ferramenta para análise de crescimento da organização que tem como objetivo relacionar os vários negócios da empresa, de acordo com sua participação no mercado e o crescimento dele, identificando os negócios ou a linha de negócios ou produtos que proporciona receitas para a empresa, e também aquela linha de negócios que deverá ser desativada por estar consumindo recursos e não estar dando retorno.
Na Figura 1, temos a matriz BCG, onde o eixo vertical representa a taxa de crescimento do mercado que o negócio opera. O eixo horizontal indica a participação relativa no mercado, calculada através da divisão da participação da empresa no mercado pela participação, no mercado, de seu maior concorrente.

Figura 1 – Matriz BCG

As quatro células apresentadas na matriz acima significam as possíveis combinações de participação e crescimento no mercado, identificadas da seguinte maneira:
– Pontos de interrogação ou crianças-problema: negócios ou produtos da empresa que operam em um mercado com altas taxas de crescimento, mas com baixa participação relativa, podendo apresentar no futuro resultados satisfatórios ou se transformar em uma linha não rentável para a empresa. Traduz incertezas e riscos, mas como é caracterizado pelo fator crescimento, se a empresa souber utilizar estratégias de competitividade terá um retorno satisfatório. Caso contrário, poderá ter problemas no futuro.
– Estrelas: linhas de negócios ou produtos que saem da condição de pontos de interrogação e se tornam bem sucedidos, sendo um líder no mercado em rápida expansão, mas que ainda gera pouco caixa para a organização. Está relacionado diretamente a produtos inovadores, que trarão no futuro resultados positivos.
– Alimentadores de caixa ou vaca leiteira: negócios inseridos no mercado que apresentam pequenas taxas de crescimento, mas que possuem uma boa participação, pois representam as linhas de negócios geradores de caixa que demandam poucos recursos para sua manutenção, trazendo a empresa uma certa tranquilidade, pois a demanda é constante, o que gera garantia de vendas e rentabilidade.
– Pesos ou abacaxis: negócios que possuem participação fraca em mercados com baixo crescimento e estão em fase de declínio, gerando baixos lucros e perdas para a empresa. São negócios que ao invés de gerar lucros e crescimento, acabam acarretando problemas para a organização.
Uma empresa que procura crescer e ser competitiva deve manter sempre uma linha de negócios ou produtos que apresente um retorno considerável de participação no mercado com produtos-estrela e com produtos alimentadores de caixa, pois essas linhas são geradoras de recursos. Desta forma, a empresa poderá investir com segurança em produtos do tipo pontos de interrogação que no futuro, poderão se transformar em geradores de lucro.

REFERÊNCIA

FERNANDES, Bruno Henrique Rocha; BERTON, Luiz Hamilton. Administração Estratégica: da competência empreendedora à avaliação de desempenho. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.

 

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