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Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Todos os instrumentos de medição são passíveis de erros que ocorrem em função de sua construção, uma vez que ela nunca é perfeita. Com isso, temos que periodicamente, avaliar se os instrumentos de medição que utilizamos em nossas atividades diárias apresentam resultados confiáveis e adequadas para que possamos tomar decisões.

Como avaliar de forma crítica os certificados de calibração?

Para que possamos avaliar de forma crítica os certificados de calibração, é necessário definir resultado confiável.

Podemos dizer que, um resultado é confiável quando este possuir repetitividade e reprodutibilidade relacionado a uma determinada medição e seu respectivo critério de aceitação.

E porque relacionar a repetitividade e reprodutibilidade de um instrumento ao critério de aceitação? Todas as medições que realizamos há uma incerteza associada a qual, devemos considerar. Caso esta incerteza esteja fora do critério de aceitação determinado para o instrumento, este não terá repetitividade e reprodutibilidade para a execução da medição em questão, motivo pelo qual, é altamente recomendável a utilização da incerteza da medição.
Um ponto a ser observado. Quando falamos em critério de aceitação para um instrumento de medição, este sempre deverá estar associado a uma determinada medição.
De forma prática, vamos a um exemplo. Nossa pressão arterial é medida com um esfigmomanômetro sendo que, esta deve variar de 80 milímetro de mercúrio a 120 milímetro de mercúrio. Se esta variação for superior ou inferior aos citados valores, devemos ser medicados, porém, qual é o limite aceito para  esta medição? Ou seja, se lermos 125 mm de mercúrio, deveremos ser medicados?

Como dar inicio a análise crítica de certificados de calibração?

Em suma, para que possamos dar inicio a análise crítica de um certificado de calibração, devemos saber qual o critério de aceitação do instrumento.
Alguns pontos são necessários para que possamos analisar de forma crítica um certificado de calibração, como:

  1. clareza das informações;
  2. informações declaradas;
  3. compatibilização de valores;
  4. número de pontos medidos ao longo da faixa de medição;
  5. procedimento adotado, dentre outros.

Devemos observar que, a análise crítica de um certificado de calibração possui como objetivo, não só identificar se o documento foi emitido com todos os tópicos determinado por uma norma ou se os valores são apresentados de forma correta, mas principalmente saber se o instrumento de medição, relacionado a este documento, esta apto ao uso relacionado a uma dada medição.

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Sobre o autor (a)

7 comentários em “Análise crítica de certificados”

  1. Infelizmente na prática os certificados de calibração são avaliados apenas quanto:
     * Papel timbrado pelo órgão expedidor;
     * Assinatura do responsável técnico;
     * Ter ao menos a mínima coerência.

    1. Concordo Braulio, mas acredito que a análise não é feita de forma mais criteriosa, em função da falta do conhecimento necessário para avaliação do certificado. Ao longo das três próximas semanas, vamos tratar desde tema com maior detalhamento.

  2. Prezados,
    Como dica para a evidência da análise crítica dos certificados de calibração da empresa em que atuo eu sempre carimbo e assino no verso do mesmo onde consta os seguintes cambos no carimbo:
    – INSTRUMENTO APROVADO;
    – INSTRUMENTO APROVADO COM RESTRIÇÕES;
    – INSTRUMENTO REPROVADO;
    O critério de aceitação adotado para o erro máximo admissível do instrumento equivale a 50% da tolerância do processo, onde sempre levo em consideração a soma da correção mais a incerteza de medição.

    Giovani Francelino

  3. Senhores, tenho muito cuidado com a afirmação do critério de aprovação de certificados/instrumentos. Pra mim há dois métodos bem diferentes no que concerne a instrumentos de processo e padrões de referência ou trabalho. Em ambos devemos “olhar” pro cliente – princípio básico da qualidade. Não gosto muito do critério de 50% sem qq consideração qto a alteração dos limites de especificação para instrumentos de processo e impacto nos resultados declarados pelos padrões, entre duas calibrações consecutivas.
    QQ dúvida não hesitem.

    1. o Erro Máximo Permitido vai depender do processo, do produto, de normas específicas para seu produto, etc.

      E vc vai calcular ele a partir do certificado baseado no Erro de Indicação + Incerteza da Medição.

      Digamos que vc tem um restaurante, e segundo normas do PROCON (estou inventando aqui), sei lá, teu erro máximo seja de 5g.

      Daí tu calibra tua balança e ela está com erro de indicação de 4g.

      Isso é, tu pesa 200g e ela mostra 204g.

      Está dentro das normas do PROCON.

      Mas calma, ainda tem a incerteza de medição, pois nenhuma calibração é 100% perfeita.

      Digamos que a incerteza da calibração é de +- 1g.

      Isso é… qdo ela mostra 204g para o peso de 200g, na verdade podem ser 203 a 205g.

      Se for 205g ela está fora das normas do Procon, entende?

  4. sabemos que num certificado é necessário: numero do certificado; o objeto do certificado (modelo, marca, qual equipamento a ser calibrado); período de calibração e data de emissão do certificado; condições ambientais; método usado; padrões utilizados; assinatura do responsável técnico. Mas o principal é o resultado obtido na calibração. como validar essas informações? especificamente na calibração do equipamento termo higrômetro. Com incertezas e critérios de aceitação.

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