Filosofia de Excelência

Senna, para mim, NÃO é um herói!

Imagem de Airton Senna, herói da Excelência, encostado em seu carro com ar reflexivo.
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Chegamos a 25 anos sem Ayrton Senna e isso é muito tempo, um quarto de século. E aqui quero falar um pouco sobre porque eu penso que o Senna não é um herói e o que isso tudo tem a ver com excelência.

Eu estava assistindo a corrida em que o acidente aconteceu e a primeira coisa que me veio à cabeça foi um pensamento irritado: “poxa, o Schumacher vai levar essa, vamos ficar longe no campeonato”.

Eu estava esperando o Senna sair do carro, jogar o volante longe e sair batendo o pé, de mau humor. Senna sendo o Senna.

Ele não saiu. Todos sabemos o que houve.

Na hora da corrida, eu não chorei, não ri. Era muito moleque, então fiquei naquela de “não pensar muito nisso”.

À noite, eu lembro de ouvir a notícia, meus olhos marejarem, mas estava com um monte de gente, não podia chorar, né? Essas idiotices que a gente acredita quando é adolescente.

Mais tarde, antes de dormir, já deitado na cama, chorei um bocado. Nunca contei isso pra ninguém. Até hoje.

Eu só pensava em como ia ser não ver ele tentando o tempo todo e, no meu egoísmo de moleque: “Como que a gente vai ficar sem ele?”

Senna pra mim não é um herói, ele é um MITO

Por que um mito?

O herói geralmente tem de algo de sobre-humano. O Senna era um super humano! Alguém com toda humanidade do mundo: vaidades, defeitos, irritações, talentos e dons. Maravilhoso! Um cara, como a gente, que conseguia fazer o que fazia, né?

Mito segundo o Priberam:

1 História fantástica de transmissão oral, cujos protagonistas são deuses, semideuses, seres sobrenaturais e heróis que representam simbolicamente fenômenos da natureza, fatos históricos ou aspectos da condição humana; fábula, lenda, mitologia.

História fantástica de transmissão oral: estamos falando do Ayrton Senna. Tenho pessoas que trabalham comigo que não viram ele correr, e ainda assim são fãs dele.

Ayrton Senna tinha lá seus defeitos, todos têm, mas isso ficou pra trás, e ele virou o mito que é por um motivo único: ele era muito bom no que fazia e não se conformava, sempre queria mais. Era uma pessoa na busca da excelência, o tempo todo.

Dizem, que um dos defeitos dele era o seu perfeccionismo, que é bem diferente de excelência, mas isso fica pra outro artigo. Mas, voltando ao mito, ele sempre buscava fazer o melhor em tudo o que fazia. E fazia.

Esse estado de graça, de conquista do impossível, do entregar o melhor sempre, do não se conformar, pra mim, fizeram dele o mito que ele é (muito mais que os títulos que ele ganhou).

A busca pela excelência

A mensagem que fica para mim é que todo aquele que persegue loucamente a excelência muda as coisas e inspira. Isso acaba por conquistar um bom lugar no coração das pessoas. Muitas delas, perdoam até seus erros, porque sentem que ele é um obstinado, alguém que quer algo maior.

Senna me faz pensar que a excelência é um caminho que vale a pena. Você pensa que não? Veja só, 25 anos se passaram e no dia 1° de maio falamos mais dele do que do Dia do Trabalhador. Sem contar que ele tem fãs de 18, 20 anos.

Talvez o Senna tenha sido uma das inspirações na minha vida, me inspirou a querer estar no caminho da excelência sempre, é verdade, mas não consigo fazer como ele. Por isso, ele é o mito e eu sou só o cara com saudades. Muitas saudades.

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