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Senna, para mim, NÃO é um herói!

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Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Chegamos a 25 anos sem Ayrton Senna e isso é muito tempo, um quarto de século. E aqui quero falar um pouco sobre porque eu penso que o Senna não é um herói e o que isso tudo tem a ver com excelência.

Eu estava assistindo a corrida em que o acidente aconteceu e a primeira coisa que me veio à cabeça foi um pensamento irritado: “poxa, o Schumacher vai levar essa, vamos ficar longe no campeonato”.

Eu estava esperando o Senna sair do carro, jogar o volante longe e sair batendo o pé, de mau humor. Senna sendo o Senna.

Ele não saiu. Todos sabemos o que houve.

Na hora da corrida, eu não chorei, não ri. Era muito moleque, então fiquei naquela de “não pensar muito nisso”.

À noite, eu lembro de ouvir a notícia, meus olhos marejarem, mas estava com um monte de gente, não podia chorar, né? Essas idiotices que a gente acredita quando é adolescente.

Mais tarde, antes de dormir, já deitado na cama, chorei um bocado. Nunca contei isso pra ninguém. Até hoje.

Eu só pensava em como ia ser não ver ele tentando o tempo todo e, no meu egoísmo de moleque: “Como que a gente vai ficar sem ele?”

Senna pra mim não é um herói, ele é um MITO

Por que um mito?

O herói geralmente tem de algo de sobre-humano. O Senna era um super humano! Alguém com toda humanidade do mundo: vaidades, defeitos, irritações, talentos e dons. Maravilhoso! Um cara, como a gente, que conseguia fazer o que fazia, né?

Mito segundo o Priberam:

1 História fantástica de transmissão oral, cujos protagonistas são deuses, semideuses, seres sobrenaturais e heróis que representam simbolicamente fenômenos da natureza, fatos históricos ou aspectos da condição humana; fábula, lenda, mitologia.

História fantástica de transmissão oral: estamos falando do Ayrton Senna. Tenho pessoas que trabalham comigo que não viram ele correr, e ainda assim são fãs dele.

Ayrton Senna tinha lá seus defeitos, todos têm, mas isso ficou pra trás, e ele virou o mito que é por um motivo único: ele era muito bom no que fazia e não se conformava, sempre queria mais. Era uma pessoa na busca da excelência, o tempo todo.

Dizem, que um dos defeitos dele era o seu perfeccionismo, que é bem diferente de excelência, mas isso fica pra outro artigo. Mas, voltando ao mito, ele sempre buscava fazer o melhor em tudo o que fazia. E fazia.

Esse estado de graça, de conquista do impossível, do entregar o melhor sempre, do não se conformar, pra mim, fizeram dele o mito que ele é (muito mais que os títulos que ele ganhou).

A busca pela excelência

A mensagem que fica para mim é que todo aquele que persegue loucamente a excelência muda as coisas e inspira. Isso acaba por conquistar um bom lugar no coração das pessoas. Muitas delas, perdoam até seus erros, porque sentem que ele é um obstinado, alguém que quer algo maior.

Senna me faz pensar que a excelência é um caminho que vale a pena. Você pensa que não? Veja só, 25 anos se passaram e no dia 1° de maio falamos mais dele do que do Dia do Trabalhador. Sem contar que ele tem fãs de 18, 20 anos.

Talvez o Senna tenha sido uma das inspirações na minha vida, me inspirou a querer estar no caminho da excelência sempre, é verdade, mas não consigo fazer como ele. Por isso, ele é o mito e eu sou só o cara com saudades. Muitas saudades.

Sobre o autor (a)

7 comentários em “Senna, para mim, NÃO é um herói!”

  1. Ricardo Rodrigues

    Sábias palavras e o que o nosso MITO nos deixa como legado e sempre buscar o melhor, saber dos seus limites e mesmo assim tentar sempre um pouco mais, sem ter medo e sempre ser o melhor até mesmo quando não está em primeiro lusar no pódio. Parabéns pelo artigo Jeison!

  2. Respeito sua opinião, mas permita-me emitir a minha: “mitos não existem”.
    Pra mim, o Senna NÃO é um herói. E não é mito; é um grande vencedor do esporte nacional, assim como outros grandes esportistas brasileiros. E achei, sem desrespeito algum, que seu argumento é muito pouco para considerar o Senna uma grande inspiração a ponto de parecer colocá-lo acima do Pelé. Vejo o Senna muito mais como um produto da Globo, assim como o Roberto Carlos [cantor], do que como esse corredor sensacional que é pintado há tantos anos. Superestimado. Pois, competidores persistentes, perfeccionistas, que buscam o melhor a todo momento temos exemplos aos montes: Bernardinho, Zagallo, Guga, Hugo Hoyama, só pra ficar nos esportes e sem mencionar os paralímpicos, esses sim, se superam a todo momento.
    Enfim, claro que o Ayrton Senna é um grande corredor, mas também acho exagerado toda essa idolatria. Respeito quem pensa assim, mas também me acho no direito de discordar.

    1. Legal sua opinião, mas é só a sua, assim como a minha é a minha.
      A Globo fez um ótimo trabalho influenciando o The Guardian, El País e outros…

      https://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2019/05/01/grande-legado-e-heroi-fascinante-senna-e-reverenciado-na-imprensa-gringa.htm

      O Texto foca no fato que Senna era incansável para buscar a o seu melhor, assim como o “Oscar do basquete” era quando jogava (um dia vou escrever dele…)
      grande abraço,

    2. Entendo que você não veja Senna como um mito, mas deduzo que você não aprecie o automobilismo. Agora Senna está sim acima de Pelé! Pelé foi um grande jogador, mas a diferença é que Pelé jogou somente por dinheiro foi um péssimo pai que inclusive abandonou uma filha doente e nunca mais voltou na cidade onde nasceu. Enquanto Senna não precisa de dinheiro para correr, era um cara que não tinha uma ótima relação com a família e tinha orgulho de ser brasileiro. Não não tivesse partido provavelmente teria sido ainda maior ao contrário de Pelé que nem aqui quis morar.

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