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A Gestão do Conhecimento (parte 2): Conversão

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Jeison

Jeison

Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSGna ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Já apresentamos aqui no blog a gestão do conhecimento. Agora é preciso então entender a importância da conversão do conhecimento para que possamos evoluir mais no assunto.
Independente de sua forma (tácito ou explícito), todo conhecimento pode gerar novos conhecimentos. O importante aqui é que o leitor conheça como esse processo de criação ou conversão de conhecimento acontece.
O processo é definido de forma brilhante por Nonaka e Takeuchi em 4 tipos distintos de conversão de conhecimento, como apresentado no Quadro 1 e explicados na sequência:

Quadro 1 – Conversão de conhecimento

Socialização: conhecimento tácito para conhecimento tácito

A socialização do conhecimento se dá pela troca do conhecimento tácito entre os indivíduos, onde um aprende com o outro, ou seja, na prática. É basicamente um processo de compartilhamento de experiências.

Explicitação: conhecimento tácito para conhecimento explícito

A explicitação consiste na arte de transformar o conhecimento tácito em um conhecimento explicito e articulável. Segundo Nonaka e Takeuchi (2000) a explicitação é um conceito chave para a criação de conhecimento, por possibilitar a transição do conhecimento tácito para o explicito. Essa conversão se dá principalmente através de metáforas, analogias e modelos onde estes são utilizados para que o novo conhecimento seja claro e de fácil compreensão pelos demais.

Combinação: conhecimento explícito para conhecimento explícito

É um processo de combinação de diferentes conhecimentos explícitos que pode levar a novos conhecimentos. Um exemplo desse tipo de conversão é o ensino, por exemplo, onde o aluno de pós-graduação utiliza-se de conhecimentos existentes combinados para criar um novo conhecimento.

Internalização: conhecimento explícito para conhecimento tácito

Trata da incorporação do conhecimento explícito em conhecimento tácito, que segundo Nonaka e Takeuchi está intimamente ligado a ?aprender fazendo?. Isso ocorre quando os indivíduos utilizam a documentação como instruções, manuais, ou procedimentos para aumentar seu conhecimento tácito. É importante lembrar que para internalizar é preciso reexperimentar o conhecimento explicitado, como é o caso de ?aprender fazendo?. Existe, porém, alguns casos em que é possível ?reexperimentar? as experiências de outras pessoas. Isso pode ocorrer quando lendo ou ouvindo uma história de outros a experiência transmitida possa transformar-se em um modelo mental tácito.

Mas qual a relação disso com a qualidade?

Tem tudo a ver! Já que a qualidade está ligada a melhoria, a informação e conhecimento.
As 4 formas de conversão apresentadas dizem respeito a como o conhecimento é convertido de um estado para outro. A mensagem é: não são apenas os documentos ou registros que são importantes! É válido entender isso para saber que algumas coisas simples como “conversas de corredor sobre o novo fluxograma de trabalho do financeiro” tem um valor claro e lógico do ponto de vista da socialização, por exemplo.

… não são apenas os documentos ou registros que são importantes!

A empresa está o tempo todo criando e convertendo conhecimento. O desafio é tornar essa mecânica de gestão do conhecimento o mais proveitosa possível, com métodos testados e formais, mas sem perder a flexibilidade e o toque pessoal que torna cada conhecimento especial. É um grande desafio, mas que deve ser encarado pela empresa que pretende promover o conhecimento.
Vamos continuar o debate sobre gestão do conhecimento aqui, e em breve vamos abordar a espiral do conhecimento e sua dinâmica na utilização das conversões de conhecimento apresentados aqui.

NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Criação de Conhecimento na Empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Gestão do Conhecimento. Porto Alegre: Editora Bookman, 2008.

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8 comentários em “A Gestão do Conhecimento (parte 2): Conversão”

  1. Muito bom este artigo, acho muito importante o conhecimento individual de cada membro do grupo/equipe, pessoas com culturas e educação diferentes, tem uma visão diferente sobre um determinado problema, essa visão diferenciada pode enriquecer muito a empresa gerar novos processos novos mercados.

  2. Vejo um futuro promissor para as empresas que souberem realizar uma boa gestão do conhecimento, unindo seu passado (tudo o que já foi aprendido) com seu futuro (inovação, criatividade e a forma de captação e construção do “novo” conhecimento).

  3. O que a Gestão do conhecimento, pode nos ajudar nos projetos de TI? Qual a vantagem em termos tais vantagens?

    1. Bom dia Eric, as vantagens são muitas, entre elas podemos citar o envolvimento das pessoas que aumentam a disposição para a colaboração, o conhecimento compartilhado (que só cresce) que pode gerar novos conhecimentos e aprendizagem da empresa que passa a depender menos de 1 colaborador e mais de todos os colaboradores.

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