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Reincidência em Não Conformidades: será que estamos levando a sério?

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Rodolfo Paludeto

Rodolfo Paludeto

Rodolfo Paludeto

Sou Diretor Executivo da Saber Gestão, acredito que Qualidade é o componente que pode transformar o mundo para melhor, por isso meu propósito é tornar a qualidade simples e efetiva para as pessoas. Sou Especialista em Qualidade, Excelência e Gestão, auditor Líder nas normas ISO 9001 / 14001 / 45001, auditor na 17025, mais de 15 anos atuando e construindo a qualidade através de treinamentos, consultorias e mentorias. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Olá! Espero que esteja tudo bem por aí. Neste artigo, quero abordar um tema que considero crucial para qualquer organização em busca da excelência. Estou falando da reincidência em não conformidades. Aquelas não conformidades que parecem se repetir, teimando em desafiar nossos esforços.

Trata-se de um desafio que todos enfrentamos em algum momento. Às vezes, quase nos acostumamos a elas, sem perceber o impacto profundo que têm em nossos produtos, processos e, mais importante, na cultura da empresa.

Aceitar e se conformar com uma falha pode ter consequências significativas para o alcance de nossos objetivos. E isso, definitivamente, não deveria ser tolerado. Diante desse cenário, vamos refletir juntos sobre essa situação e traçar alguns passos importantes para resolver esse impasse de uma vez por todas.

Explorando a Raiz do Problema

Para começar, é crucial entender que toda não conformidade, por mais que pareça ser resultado de uma falha humana, tem suas raízes fincadas em processos.

Atribuir a culpa unicamente às pessoas pode ser uma simplificação perigosa e limitante. Afinal, são os processos que guiam as ações, e são eles que precisam ser minuciosamente analisados.

Isso envolve uma investigação profunda para identificar onde o processo falhou em fornecer as orientações necessárias. Quais etapas foram mal interpretadas e onde as salvaguardas falharam em prevenir a não conformidade.

Somente ao compreender o funcionamento do processo, é possível implementar mudanças duradouras e significativas.

O Costume da Reincidência em Não Conformidades

Com o passar do tempo, é comum nos acostumarmos com certos problemas. A reincidência em não conformidades pode se tornar quase uma ‘velha conhecida’, e isso é um sinal de alerta. Às vezes, aceitamos uma não conformidade como parte do curso normal das coisas, sem perceber o quão prejudicial ela pode ser a longo prazo.

Esse costume pode se transformar em uma armadilha, levando à complacência e ao conformismo. Ao nos habituarmos à presença da não conformidade, corremos o risco de subestimar seu impacto negativo.

É como uma pedra no caminho que, se não for removida, pode causar tropeços constantes. Portanto, é crucial romper com esse costume e abordar a reincidência de não conformidades com determinação e vigor.

Vamos explorar como fazer isso da melhor forma.

A Reincidência em Não Conformidades Requer Ação Imediata

É vital compreender que a reincidência em não conformidades não deve ser encarada como algo inevitável. Adotar essa mentalidade é como permitir que uma pequena rachadura se transforme em uma fissura irreparável.

Muitas vezes, por comodidade ou falta de tempo, nos contentamos em lidar com a reincidência em vez de enfrentar suas raízes de uma vez por todas. Mas, essa aceitação pode resultar em consequências graves para a qualidade e eficiência dos processos.

Por isso, é fundamental reconhecer que ação imediata é mais do que uma escolha, é uma necessidade. Ignorar o problema é como adiar um acerto de contas, acumulando juros e prejudicando ainda mais a situação. Portanto, é crucial agir de forma decisiva e eficaz.

Desvendando a Causa da Reincidência

Identificar a verdadeira raiz de uma não conformidade é o primeiro passo para erradicar a reincidência em não conformidades de forma eficaz. Não basta apenas lidar com os sintomas visíveis; é imperativo ir além e descobrir o que está por trás de cada ocorrência.

Isso implica em uma análise meticulosa. Muitas vezes, deve-se aplicar técnicas e ferramentas de análise de causa raiz. Uma dessas técnicas que podem ser utilizadas é o Diagrama de Ishikawa (também conhecido como Diagrama de Espinha de Peixe).

Ao compreender plenamente o que está alimentando a não conformidade, podemos, então, implementar ações corretivas direcionadas. Estas ações, portanto, são capazes de resolver o problema de forma duradoura e prevenir futuras recorrências.

É um investimento essencial para a integridade dos processos e para a construção de uma cultura de qualidade verdadeiramente resiliente.

Estratégias para Lidar com Reincidências

Diante de contextos em que há reincidência em não conformidades, diversas estratégias podem nos ajudar a lidar com o desafio de forma assertiva. A seguir, vamos explorar algumas abordagens que podem ser aplicadas nestes cenários.

1. Análise de Causa Raiz Aprimorada:

Vá além da superfície do problema, explorando a causa raiz subjacente. Utilize técnicas avançadas, como Diagrama de Ishikawa, 5 Porquês e FMEA. Assim, é possível assegurar que todas as possibilidades sejam examinadas minuciosamente.

2. Mapeamento Preciso dos Processos:

Não esqueça de olhar para os processos. É fundamental ter uma compreensão clara e detalhada de todos os processos envolvidos. Isso inclui desde a concepção do produto até a entrega ao cliente. Identificar pontos de falha e possíveis fontes de não conformidade é o primeiro passo para a resolução efetiva

3. Implementação de Ações Corretivas Efetivas:

Não pense que retreinar, reciclar, refazer irá resolver algo. Ações corretivas precisam ser formuladas com precisão. Devem ser específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporizadas (SMART), direcionadas à causa raiz identificada. Se você quer um resultado diferente, talvez tenha que fazer o que ainda não fez.

4. Implementação de Sistemas de Monitoramento:

Estabelecer mecanismos de monitoramento contínuo é essencial. Isso pode envolver a utilização de softwares especializados, a definição de indicadores-chave de desempenho e a realização de auditorias regulares. Essas práticas fornecem insights valiosos e permitem uma intervenção rápida quando necessário.

5. Cultura de Responsabilidade Coletiva:

É importante promover uma cultura onde cada membro da equipe se sinta responsável pela qualidade e conformidade. Isso significa não apenas identificar e relatar não conformidades, mas também participar ativamente na busca por soluções e na implementação de melhorias.

6. Avaliação de Impacto e Priorização:

Nem todas as não conformidades têm o mesmo impacto. É crucial avaliar a gravidade de cada caso e priorizar as ações corretivas de acordo. Algumas situações podem exigir intervenção imediata, enquanto outras podem ser abordadas em um plano de ação mais gradual.

 7. Aprendizado Contínuo e Melhoria Constante:

Cada reincidência é uma oportunidade de aprendizado. É essencial documentar as ações tomadas, analisar os resultados e ajustar os processos conforme necessário. Esse ciclo de aprendizado contínuo é o que impulsiona a evolução e aprimoramento constantes.

Rompendo o Ciclo e Gerando Aperfeiçoamento

 Lidar com reincidências em não conformidades é um desafio, mas também uma oportunidade de crescimento e aprimoramento.

Ao abordar cada caso adequadamente, as organizações podem resolver problemas imediatos, mas também fortalecer processos e promover uma cultura de excelência.  Este tratamento adequado envolve uma abordagem sistemática, identificando as verdadeiras causas raiz e implementando ações corretivas efetivas.

Espero que tenha feito sentido e ajudado na sua reflexão a cerca dessa situação. Um abraço e até o próximo artigo.

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