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A Leitura Como Anatomia

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As relações que se tecem entre leitor e leitura representam uma forma de aprendizagem que vai para além do ensino de um alfabeto. Todo aquele que escreve um texto precisa ter um leitor. Só que este leitor lerá a obra de diferentes formas, e muitas vezes com um olhar muito diferente do seu produtor.

A leitura, tal como várias outras formas de aprendizagens sociais e culturais obedecem determinados códigos: haja visto que até a forma como deslocamos nosso olhar indica uma ordem que vai da direita para esquerda e de cima para baixo. Convenções que se colocam como um contexto para leitura.

A seguir, devemos proceder a leitura que muitas vezes não é feita palavra por palavra. Lemos com todo o nosso repertório e o bom leitor será arguto, profundo e buscará conexões com outros escritos. Daí a importância de um repertório bem construído e estruturado em qualidade. Quanto maior for essa qualidade maior será o aproveitamento conseguido.

Nesse sentido, qualidade coloca-se em campo oposto à quantidade. É a qualidade o maior e melhor vetor de proveito.

Com o livro acrescenta também uma experiência tátil e sensações. Como já disse outras vezes: com ele não precisamos de tantos intermediários, aplicativos, tecnologias. Basta-nos a experiência do silêncio da alma e a inquietude do espírito. E por estarmos numa momento de transição cultural, social e principalmente de formatos e tecnologias ainda nos sentiremos um tempo como se vivêssemos uma vaga.

Com certeza as civilizações que nos sucederem não terão estes questionamentos e poderão achar pueril nossas elucubrações.

Boas leituras!

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