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A Leitura Como Anatomia

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Juliana Geremias

Juliana Geremias

Graduada em Administração de Empresas, MBA em Gestão da Qualidade e Auditora Líder ISO 9001. "Qualidade é o resultado de um ambiente cultural cuidadosamente construído. Tem que ser o tecido da organização, não parte do tecido." Phil Crosby

As relações que se tecem entre leitor e leitura representam uma forma de aprendizagem que vai para além do ensino de um alfabeto. Todo aquele que escreve um texto precisa ter um leitor. Só que este leitor lerá a obra de diferentes formas, e muitas vezes com um olhar muito diferente do seu produtor.
A leitura, tal como várias outras formas de aprendizagens sociais e culturais obedecem determinados códigos: haja visto que até a forma como deslocamos nosso olhar indica uma ordem que vai da direita para esquerda e de cima para baixo. Convenções que se colocam como um contexto para leitura.
A seguir, devemos proceder a leitura que muitas vezes não é feita palavra por palavra. Lemos com todo o nosso repertório e o bom leitor será arguto, profundo e buscará conexões com outros escritos. Daí a importância de um repertório bem construído e estruturado em qualidade. Quanto maior for essa qualidade maior será o aproveitamento conseguido.
Nesse sentido, qualidade coloca-se em campo oposto à quantidade. É a qualidade o maior e melhor vetor de proveito.
Com o livro acrescenta também uma experiência tátil e sensações. Como já disse outras vezes: com ele não precisamos de tantos intermediários, aplicativos, tecnologias. Basta-nos a experiência do silêncio da alma e a inquietude do espírito. E por estarmos numa momento de transição cultural, social e principalmente de formatos e tecnologias ainda nos sentiremos um tempo como se vivêssemos uma vaga.
Com certeza as civilizações que nos sucederem não terão estes questionamentos e poderão achar pueril nossas elucubrações.
Boas leituras!

Sobre o autor (a)

4 comentários em “A Leitura Como Anatomia”

  1. Constantino Zeferino

    Muito interessante esta sua reflexão expressa em artigo de opinião. Porque não apresenta esta problemática em um texto científico, pormenorizado e com referência bibliográfica? Bem haja!

    1. Olá Constantino…

      Em verdade venho fazendo isso há algum tempo e minha tese de doutorado trabalhou a crônica fotográfica como forma de compreensão do social. A partir daí fiz toda uma digressão sobre a escrita e as formas de leitura.
      Vc pode ver um extrato da tese no seguinte artigo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142007000100003

      Caso tenha fôlego, pode ler a propria tese de doutorado. Tanto no artigo quanto n tese vc terá farto material bibliográfico.
      Abs e bonissim@ leitura!

  2. Cíntia Mendes

    Adorei esta abordagem sobre leitura, ótimo artigo! Só um detalhe, aqui neste trecho “uma ordem que vai da direita para esquerda”, creio que você quis dizer da esquerda para a direita, não é? Parabéns!

    1. Olá Cintia….

      Muito bem lembrado! Sou ambidestra e direita e esquerda às vezes é difícil demais!
      Qdo escrevi o post inspirei-me justamento no sentido de construção que o par leitura/escrita fazem.
      Por mais estranho que possa parecer, escrever é um ato de libertação: emancipamos o texto para construções e apropriações outras que cada leitor a partir de seu próprio referencial e repertório o lerá e desconstruirá.
      E isso é o mais bonito: nunca se lê de uma mesma forma! Cada texto será lido tantas quantas forem as mentes que o pensarem e se apropriarem dele. É uma experiência dinâmica e em constante mutação.
      Abs e muita grata por ser um leitor interlocutor! Todos os que escrevem precisam.

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