Gestão de projetos

Certificação PMP: Técnicas de estimativas

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Depois de um tempinho sem escrever para o blog, por motivos de outras qualificações em andamento, consegui cumprir a promessa feita no post Certificação PMP: Gerenciamento do Tempo, e hoje vim falar sobre as técnicas de estimativas citadas no guia PMBOK.

Como vimos, o processo de gerenciamento de tempo compõe-se de 5 subprocessos: 1 – Planejar o gerenciamento do Cronograma; 2 – Definir as atividades; 3 – Sequenciar as atividades; 4 – Determinar os recursos humanos e materiais necessários para executá-las; 5- Estimar a duração das mesmas.

Para estimar a duração das atividades, o guia PMBOK sugere algumas técnicas que podem ser seguidas e que aplicam-se a projetos em geral, porém também conheço outras que nos atendem de maneira mais pontual porque categorizam particularidades de projetos de software. Portanto, fica a critério da empresa eleger as técnicas que melhor atendem os seus processos.

Como o guia PMBOK contempla-as de maneira geral e servem como base para qualquer projeto, vamos falar sobre as técnicas citadas por ele:

  • Estimativas Análogas: Esse tipo de estimativa pode ser aplicado tanto para estimativa de tempo quanto para de custos, e baseia-se em opiniões especializadas e informações históricas. O nível de precisão dessa estimativa depende da semelhança do projeto ou das atividades com o histórico disponível.
  • Estimativas Paramétricas: Nas estimativas paramétricas, verifica-se os relacionamentos entre as variáveis da atividade para calcular as estimativas de tempo ou custo, e são utilizados parâmetros para estimar. Por exemplo: o programador produz x linhas de código em y tempo, ou o pedreiro faz x metros de calçada em y tempo, entre outros.
  • Heurística: A Heurística é uma regra que geralmente é aceita. Como exemplo, posso dizer que os testes levam 20% do tempo total do projeto e, então, os resultados das estimativas paramétricas podem se tornar heurísticas.
  • Estimativa de um ponto: aqui o estimador apresenta uma estimativa por atividade. Essa estimativa pode se basear na experiência do estimador, em informações históricas de outros projetos ou pode ser simplesmente um “chute”, o famoso “Deus me invade”. Esse tipo de estimativa tem vários pontos negativos e é pouco assertiva.
  • Estimativas de três pontos: Ao contrário da anterior, aqui os estimadores fornecem uma estimativa otimista, uma pessimista e uma mais provável. A estimativa otimista (o) é baseada nas oportunidades identificadas; a pessimista (p) é baseada nos riscos e restrições; e a mais provável (M) é definida uma estimativa para cada atividade. Podemos aplicar:
    • Distribuição Triangular (média simples): (P+O+M)/3, nessa formula os riscos (O e P) são considerados igualmente com a estimativa mais provável.
    • Distribuição beta (média ponderada): (P+M4+O)/6, nessa formula a consideração maior é para a estimativa mais provável.
  • Técnicas de tomada de decisão em grupo (Delphi): A técnica Delphi envolve vários estimadores que dão o valor das estimativas anonimamente, onde suas respostas são comparadas e os resultados são enviados de volta para uma revisão adicional até que se chegue num consenso.
  • Análise de Reservas: A análise de reserva consiste no tempo necessário, extra estimativa, para comportar os riscos do projeto caso eles aconteçam. Esse conceito não insere “gorduras” nas estimativas, pois essas reservas só serão usadas se – e somente se – os riscos acontecerem. Como podemos perceber, os riscos que podem ser identificados pelas premissas e/ou restrições devem ser refletidos nas estimativas.

Mesmo usando as técnicas, a probabilidade de terminar um projeto exatamente em qualquer data específica é muito pequena. Como sabemos, as coisas nem sempre acontecem de acordo com o plano e por isso é importante usar uma metodologia específica para o projeto e levantar o máximo de dados possíveis para maior assertividade. Já tive a experiência de utilizar a técnica de três pontos – Distribuição beta (média ponderada) e obter um resultado bem legal.

Outra consideração fundamental, é que quanto mais conhecimento técnico e de negócio a equipe tiver, mais chances de assertividade da estimativa o projeto terá. Portanto, é uma boa prática envolver a equipe que vai executar o trabalho nesta etapa, porque quando a equipe ajuda na definição, o comprometimento na realização da atividade é maior.

Que tal experimentar as técnicas?

 

Referências

Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos: Guia do PMBOK , 5a. edição, 2011, PMI

PMP Rita Mulcahy  8º Edição

Curso de preparação para certificação EUAX

 

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