Gestão de processos

Planejamento da Capacidade

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Capacidade é a quantidade máxima de produtos ou serviços que podem ser produzidos pela organização.

Por exemplo: se uma empresa possui em sua linha de montagem 10 funcionários que trabalham 8 horas por dia e realizam 10 montagens por hora e por empregado, a capacidade deste departamento será de 800 montagens/dia (10 funcionários/dia x 8 horas/dia x 10 montagens/hora/funcionário).

Algumas vezes a empresa trabalha com sua capacidade total. Nesse caso podemos exemplificar citando uma loja que está dimensionada para atender 150 clientes por dia, podendo ocorrer dessa mesma loja atender 120 clientes em um dia, ou seja, estar trabalhando com 80% de sua capacidade (120/150).

A capacidade de atendimento da loja (150 clientes) foi definida levando-se em conta 8 horas diárias de trabalho, com 10 atendentes e supondo-se um certo tempo médio de atendimento por cliente.

Outras vezes pode acontecer também da empresa estar trabalhando além de sua capacidade (por exemplo, no caso da loja estar atendendo 170 clientes por dia). Isto somente ocorre se a empresa alterou alguns dos fatores que definiram sua capacidade, seja com o aumento do número de horas de atendimento por dia, aumento do número de atendentes ou até mesmo diminuição do tempo de atendimento por cliente.

Portanto, há muitos fatores dos quais depende a capacidade de uma empresa e se quisermos aumentá-la, devemos alterar pelo menos um dos fatores que definiram sua capacidade

 

FATORES QUE INFLUENCIAM A CAPACIDADE

  • Instalações: o tamanho das instalações é muito importante e sempre que possível, procura-se deixar um espaço para expansões futuras.
  • Layout: o layout pode influenciar a capacidade, podendo aumentá-la ou restringí-la. Em muitas vezes também poderá resolver um problema de capacidade através de um estudo detalhado.
  • Fatores ambientais: o aquecimento, a iluminação e o ruído também exercem influência sobre a capacidade, pois se não forem bem administrados poderão gerar fadiga e outros problemas que diminuirão a capacidade.
  • Composição dos produtos/serviços: a diversidade reduz a capacidade. Produtos uniformes dão a oportunidade da padronização de métodos e materiais, reduzindo o tempo de operação e aumentando a capacidade. Produtos diferenciados exigem constantes preparações das máquinas, que poderão ficar paradas por um bom tempo, diminuindo assim a capacidade. Atualmente as empresas já possuem estratégias de setup (trocas rápidas) para que não seja perdido muito tempo em preparação e ajustes de máquinas, o que ajuda manter o nível de capacidade.
  • Projeto do processo: dependendo do tipo de processo podemos usufruir do aspecto tecnológico que poderá proporcionar o aumento da capacidade. Mas também existem os processos manuais que contribuem para a restrição da capacidade e que poderiam ser substituídos pelos automatizados (lembrando que alguns processos manuais não podem ser automatizados devido aos seus aspectos).
  • Fatores humanos: a habilidade dos funcionários aumenta a capacidade, portanto, a empresa deve investir constantemente em treinamentos e manter seus funcionários motivados, valorizando-o através de incentivos, pois ele representa o capital humano da organização.
  • Fatores operacionais: os fatores operacionais também poderão aumentar ou diminuir a capacidade do processo. Por exemplo: alguns equipamentos mais lentos acabam definindo a velocidade do processo, o que poderá causar um gargalo na produção e consequentemente diminuir sua capacidade.
  • Fatores externos: alguns fatores externos também podem influenciar na capacidade. Dentre eles podemos citar os padrões de qualidade exigidos pelos clientes (onde devemos estar atentos para que não haja falhas), que necessitam de uma atenção muito maior ao processo, diminuindo desta forma a capacidade.

 

É muito importante que a empresa defina sua capacidade quando desenvolver seu produto/serviço, pois dela dependerá os recursos que serão empregados, bem como sua utilização.

 

REFERÊNCIAS

MOREIRA, Daniel A. Administração da Produção e Operações. São Paulo: Pioneira, 5ª ed., 2000.

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