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ISO 9001:2015 – Planejamento de mudanças (Parte 2)

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Camila Tondelli

Camila Tondelli

Sou formada em Letras Anglo
Portuguesa na Universidade Estadual do Norte do Paraná, faço parte da equipe de marketing na produção de conteúdo da empresa ForLogic. Adoro curtir a família, amigos e ainda mais se for fazendo um bom churrasco. Você também pode me encontrar no Facebook e Linkedin.

No post anterior, Requisito 6.3 da ISO 9001:2015: Planejamento de mudanças (Parte 1), nós falamos um pouco sobre quando é necessário considerar uma mudança e porque é importante fazer o planejamento dela. Agora, vamos entender um pouco sobre cada item.
A cláusula 6.3 Planejamento de mudanças fala que:

Quando a organização determina a necessidade de mudanças no sistema de gestão da qualidade, as mudanças devem ser realizadas de uma maneira planejada e sistemática.

A organização deve considerar:
a) o propósito das mudanças e suas potenciais consequências;
b) a integridade do sistema de gestão da qualidade;
c) a disponibilidade de recursos;
d) a alocação ou relocação de responsabilidades e autoridades.

A partir deste requisito, há algumas atividades a serem consideradas para planejar e implementar uma mudança de maneira eficaz.

a) o propósito das mudanças e suas potenciais consequências;

Quando se fala em propósito é preciso ter muito claro o objetivo que você quer alcançar a partir da mudança. Por isso, você precisa ter metas específicas, mensuráveis e se possível com um indicador, para que você consiga monitorar o desempenho da ação ou projeto. Caso você não tenha um número, estabeleça um marco que funcione como uma referência para te ajudar no monitoramento e assim ficará mais fácil saber se você está no caminho certo para o objetivo.
Por exemplo, “o objetivo com esta mudança é aumentar o resultado do indicador em 5%”, quando você tiver um número. Quando você tiver como meta se tornar referência em determinado segmento, um gatilho que você pode usar é “ser convidado para um evento importante do setor”. O método SMART é uma das ferramentas que pode ajudar a determinar boas metas.
Também é necessário considerar “as potenciais consequências” das mudanças, ou seja, você deve identificar os riscos envolvidos. Você irá avaliar dois pontos:

  • o que vai atrapalhar o alcance do objetivo e,
  • o que pode ser aproveitado para potencializar o seu resultado.

b) a integridade do sistema de gestão;

Neste item, é preciso avaliar se a mudança não irá comprometer o SGQ. O que isso significa?
Por exemplo, se é regra registrar a ata da reunião de análise crítica e por algum motivo optarmos por não documentar essa informação, prejudicaremos a base de registros impactando as futuras decisões, já que perdeu-se uma parte dos dados determinados como necessários pelo SGQ. É claro que você considerará isso em relação a projetos e ações, mas é necessário estar atento em como as mudanças podem corromper ou fortalecer o seu sistema de gestão da qualidade.

c) a disponibilidade de recursos;

A organização deverá analisar tudo o que é preciso para implementar a mudança e estes recursos podem ser: materiais (máquinas, equipamentos, ferramentas, matérias-primas), financeiros (capital, dinheiro em caixa ou em bancos, créditos, investimentos) e as pessoas apropriadas para envolver na mudança. Esse item ajudará você avaliar sua capacidade de executar a mudança.

d) alocação e realocação de responsabilidades e autoridades;

A empresa considerará como as pessoas serão envolvidas na mudança atribuindo responsabilidades e autoridades. É importante que as responsabilidades estejam claras para que as pessoas executem as atividades com a devida autonomia e também ficará mais fácil cobrar resultados dos envolvidos no processo ou projeto da mudança.
Considerar o propósito, responsabilidades, recursos e a integridade do SGQ são os itens mínimos para planejar, implementar e colocar em prática as mudanças da organização. Porém, como este requisito tem como foco a eficácia da mudança, mais importante ainda, é garantir que ela tenha êxito em relação ao objetivo da sua empresa.

Leia todos os artigos do Blog da Qualidade sobre ISO 9001:2015!

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4 comentários em “ISO 9001:2015 – Planejamento de mudanças (Parte 2)”

  1. Silvio Rogério dos S. Silva

    Auditor Líder especialista em certificação de produtos pela empresa INNAC. Orgão Certificador de Produtos INMETRO adoro Qualidade e estou nesta área a mais de 30 anos. Pode me encontrar no Linkedin Facebook

  2. Prezadas,
    Parabéns pelo artigo !!!
    Ocorreu uma dúvida:
    a organização deve controlar “todas” as mudanças ou fica a critério da organização definir quais mudanças deverão ser controladas?
    Obrigado
    Alex

  3. Ana Cristina Teixeira

    Quando a norma define neste requisito que deve ser considerada a integridade do sistema, é exatamente garantir que nenhum outro requisito da norma ou objetivo definido pela organização será afetado?

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