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ISO 9001:2015 – Análise Crítica

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Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!
Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente. Me acompanhe no Linkedin e no Instagram.

Se você acompanha o Blog da Qualidade, com certeza já viu quais foram as modificações nos requisitos para a Liderança, porque elas aconteceram e como essas mudanças impactam no sistema de gestão da qualidade. 

Um dos papéis da Alta Direção é acompanhar o desempenho do sistema de gestão, ser responsável por prestar contas referente a sua eficácia, assegurando ainda que o sistema alcance os resultados pretendidos.
Para que isso aconteça, a Alta Direção precisa estar sempre acompanhando o andamento e o resultado dos processos.  

Contudo, não significa que ela deva conduzir todos os processos operacionalmente, é preciso que se crie condições para que a Alta Direção visualize o desempenho do sistema de gestão como um todo periodicamente.
Apesar do envolvimento da liderança estar muito mais explícito na ISO 9001:2015, esse acompanhamento do Sistema de Gestão da Qualidade não é nenhuma novidade, pois, sempre foi requisito da norma que uma análise crítica do SGQ da organização fosse realizada, visando a apresentação dos resultados e a identificação de melhorias para o sistema.
Porém, a ISO 9001:2015 foi estruturada de acordo com o Anexo SL objetivando maior integração entre os processos do sistema de gestão da qualidade e os processos de negócio da organização. Logo, a análise crítica também sofreu alterações para abranger todos os requisitos do sistema e possibilitar uma visualização mais fiel dos resultados do SGQ.
Essas mudanças foram concentradas nas entradas da análise crítica, que são as informações mínimas necessárias para examinar a eficácia do sistema de gestão.
Agora, para realizar uma análise crítica adequada do SGQ na versão 2015 a Alta Direção também deve considerar: 

  • As mudanças em questões externas e internas que sejam pertinentes para o SGQ; 
  • O feedback das partes interessadas; 
  • A extensão na qual os objetivos da qualidade foram alcançados; 
  • Os resultados de monitoramento e medição; 
  • O desempenho de provedores externos; 
  • A eficácia das ações tomadas para abordar riscos e oportunidades. 

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Com a introdução destes novos requisitos, a ordem das entradas também foi modificada. Segui-la não é obrigatório para a realização da análise crítica, porém acompanhá-la pode facilitar a visualização de como o sistema de gestão se comportou no período analisado.
Assim, a sugestão é que primeiramente se verifique as informações da evolução e mudanças neste contexto, analisando: 

  1. Qual foi a evolução das ações planejadas em análises críticas anteriores; 
  2. Quais foram as mudanças ocorridas no contexto organizacional. 

Depois dessas informações, a Alta Direção deve identificar como o SGQ se comportou no período analisado, verificando informações sobre seu desempenho, que englobam: 

  1. Os níveis de satisfação dos clientes e das partes interessadas; 
  2. Os níveis em que os objetivos da qualidade foram alcançados (por isso eles devem ser mensuráveis, conforme explicamos aqui); 
  3. Os índices de conformidades de produtos e serviços; 
  4. Os índices de não conformidades e de eficácia das ações corretivas adotadas; 
  5. Os resultados dos monitoramentos e medições aplicadas ao sistema; 
  6. Os resultados de auditorias realizadas; 
  7. O desempenho dos provedores externos; 
  8. A suficiência dos recursos disponibilizados; 
  9. A eficácia das ações usadas para abordar riscos e oportunidades; 
  10. Quais foram as oportunidades de melhorias já identificadas. 

Após analisar todas essas entradas e obter as informações de desempenho e evolução serão produzidas as saídas da análise crítica, que são ações planejadas para assegurar que o SGQ alcance os resultados pretendidos: 

  1. As oportunidades de melhoria; 
  2. As necessidades de mudanças; 
  3. E recursos necessários para executar isso tudo. 

A análise crítica pode ser considerada como um acompanhamento do planejamento estratégico da empresa. Todas as informações analisadas são para assegurar a adequação, controle, eficácia e alinhamento do SGQ com o direcionamento estratégico da organização.

Leia todos os artigos do Blog da Qualidade sobre ISO 9001:2015!

Sobre o autor (a)

25 comentários em “ISO 9001:2015 – Análise Crítica”

    1. Olá Elson, tudo bem?

      Não vejo necessidade de citar, aleatóriamente, as partes interessadas na ata da análise crítica.

      O que precisa ser feito é analisar os dados e resultados da sua empresa levando em consideração as necessidades e expectativas das partes interessadas.

      Por exemplo, pense no indicador de satisfação de cliente. Se o resultado dele for ruim, você vai avaliar o que os clientes querem, o que entregamos, e como vamos melhorar o produto e serviço para o índice de satisfação subir. Ao analisar o que os clientes querem, você está citando uma das partes interessadas.

      Quando a norma fala sobre a retroalimentação das partes interessadas, você deverá analisar informações (através de indicadores ou não) sobre o que eles querem e o que entregamos, e tomar ações em cima disso. Se os sócios, por ex, estão dizendo que a empresa não está gerando o resultado esperado, isso deve ser analisado criticamente e uma ação deve ser tomada.

      Beleza?
      Abraços!

  1. Rosemeire Oliveira Miranda

    Boa tarde.
    Na nova versão da Iso 9001;2015, diz que toda etapa do processo deve ser feita uma análise crítica, começando pela área comercial. Como seria essa análise crítica do pedido?

    1. Olá Rosemeire, como vai?

      A análise crítica consiste em você verificar se consegue atender os requisitos do cliente.

      Por exemplo, se o cliente te pede um pão caseiro de 30 centímetros, você deverá fazer uma análise crítica desse pedido, verificando se há ingredientes o suficiente e se a forma e o forno em que o pão será assado comportam um pão de 30 cm. Caso não haja restrições, você poderá dizer para o cliente que fará o pedido dele e fechar contrato. Caso não tenha a forma, por exemplo, você precisa verificar se vai dar para comprar a forma antes de se comprometer a entregar o pão para o cliente.

      Em casos em que o processo de produção ocorre antes do processo de vendas, o produto já tem padrões pré estabelecidos e cabe ao cliente escolher se quer ou não. Caso ele peça alguma modificação, o comercial deverá ver com a produção o que pode ser feito, analisando criticamente.

      O ponto é que você nunca deve se comprometer a entregar algo que você não conseguirá fazer, portanto, deve fazer análise crítica dos pedidos.

      Abraços.

  2. Bom Dia,

    (Análise Crítica pela Direção – Requisito 9.3.2) Qual a diferença entre os itens c2 e c5 ? Os indicadores iriam para c2 e a análise no c5?

    Obrigado

    1. Oi Valmir
      O requisito c) 2 se refere aos indicadores exclusivamente dos objetivos estratégicos. Já o requisito c) 5 refere-se a quaisquer outros resultados de monitoramento e medição que vocês definirem como importantes para a análise crítica.
      As outras letras do requisito falam sobre satisfação de clientes, desempenho de processos e conformidade de produtos e serviços, não conformidades, auditoria e provedores externos. É uma base de dados bem boa para análise, mas ainda sim sua empresa pode sentir necessidade de verificar outros indicadores durante a reunião.

  3. Boa Tarde,
    O Item C, 2 diz: A extensão na qual os objetivos da qualidade foram alcançados;

    Fiquei com duvida referente ao termo “extensão”. Qual a ideia para o mesmo?

    1. Olá Demétrius
      Quando falamos de definir objetivos, traçamos uma meta para atingir. Consideramos a situação atual (ponto A) e planejamos qual é a situação futura que queremos (ponto B), certo?
      Neste sentido, analisar a extensão na qual eles foram alcançados é verificar o quão distante (ou perto) sua empresa está do ponto B.
      Por exemplo, eu defini que quero diminuir o custo do desperdício do produto X em 50% até o final de 2018. No momento da definição, a situação (ponto A) era R$2.000,00 de desperdício mensal, e, portanto, a meta (ponto B) é chegar em dezembro de 2018 com apenas R$1.000,00 de desperdício.
      Durante os meses, vocês vão analisando se está havendo uma redução e executando ações. Supondo que em novembro de 2017 vocês tiverem conseguido diminuir para R$1500,00, o objetivo já foi atingido em 50% da sua meta (você já conseguiu diminuir 25% de desperdício).

      Abraços!

  4. Posso colocar a saída adequada após cada item de entrada da análise crítica, ou devo primeiro analisar todas as entradas e, só então tratar as saídas, dividindo a ata em duas partes.
    Obrigado

  5. Olá, boa tarde
    Certifiquei minha empresa em Novembro do ano passado já na versão 2015, porém foi criado todo o sistema baseado na nova versão, a empresa não era certificada, não tem nem dois anos de vigência.
    Agora tenho que fazer a analise crítica referente ao ano de 2017.
    por onde devo começar?

  6. Bom dia Marina!
    Suponhamos que estou fechando o indicador do mês de abril, e o cliente reclama de algumas não conformidades que ocorreram no mês de fevereiro. Como evidencio essas não conformidades no meu indicador, sem que eu precise alterar o de fevereiro?

    Excelente artigo! Grande abraço!

  7. Preciso realizar meu checklist de boas práticas de fabricação, posso utilizar como auditoria interna? no caso como faz parte da legislacao ele entraria no item 8.2.3.1

  8. ola, participei de uma auditoria recentemente e eles alem de um análise crítica da direção, eles pediram também e um procedimento que explicasse como seria esse analise critica, gostaria de entender melhor como seria em procedimento.

  9. olá bom dia!

    Ótima explicação, parabéns pelo conteúdo.

    se possível poderia me tirar um dúvida? segue a dúvida:

    A nova versão ISO 9001:2015 pede que seja feita análise crítica do indicador de um determinado setor? por exemplo: OEE na área fabril, o gestor da área (supervisor) deve fazer análise crítica ? para atender algum item da norma?

  10. Herberth Rodrigues Dias

    Marina, bom dia.Tenho uma dúvida, estamos por fazer a análise critica da direção e quando fui ler, vi que muito coisa parece não mudar, como partes interessadas, contexto da organização, por isso pergunto algumas coisas podem ficar iguais de um ano para outro? Obrigado pela ajuda.

  11. Boa tarde.
    Na nova versão da Iso 9001;2015, diz que toda etapa do processo deve ser feita uma análise crítica, como seria feita a análise critica 8.3 – Design e desenvolvimento de produtos

  12. Boa tarde,
    Na Iso 9001;2015, diz que todo o processo deve ser feito uma análise crítica, como seria feita esta para a parte 8.3 – Design e desenvolvimento de produtos?

    1. Boa tarde, Paulo
      O Item 8.3 da Norma fala de Projetos e desenvolvimento
      A Norma sugere que as organizações controlem seus projetos para que os resultados sejam otimizados e as chances de sucesso sejam maiores. Então, primeiramente se faz um planejamento para desenvolver o projeto.
      Após o planejamento é feito a Análise crítica, normalmente são feitas reuniões para validar se o que está sendo “feito” está em conformidade com o que foi identificado como entrada, ou seja, de acordo com os requisitos. Essas reuniões devem ser registradas em ATAS.
      Trata-se de análises de acompanhamento para garantir que o está sendo executado está de acordo com o planejado
      Após vem a etapa de validação para ver se o que foi feito está de acordo com o que o cliente espera. A Validação vai depender do que esta sendo produzido podendo ser protótipos, maquetes, simulações entre outras formas

    1. Boa tarde Gustavo,
      O Item 8.3 da Norma fala de Projetos e desenvolvimento
      A Norma sugere que as organizações controlem seus projetos para que os resultados sejam otimizados e as chances de sucesso sejam maiores. Então, primeiramente se faz um planejamento para desenvolver o projeto.
      Após o planejamento é feito a Análise crítica, normalmente são feitas reuniões para validar se o que está sendo “feito” está em conformidade com o que foi identificado como entrada, ou seja, de acordo com os requisitos. Essas reuniões devem ser registradas em ATAS.
      Trata-se de análises de acompanhamento para garantir que o está sendo executado está de acordo com o planejado
      Após vem a etapa de validação para ver se o que foi feito está de acordo com o que o cliente espera. A Validação vai depender do que esta sendo produzido podendo ser protótipos, maquetes, simulações entre outras formas

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