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ISO 9001:2015 – Não é mais culpa do RD: a vez é da direção!

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Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!

Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente.

Desde o lançamento da nova versão da ISO 9001:2015, surgiu um burburinho sobre o “sumiço” do Representante da Direção nos requisitos da norma. Neste post, quero direcionar a discussão para alguns pontos interessantes referentes a envolver diretamente a Alta Direção nos processos da organização e quais são as implicações disso.

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O RD era a pessoa que tomava conta dos processos da qualidade, e por causa disso, durante todo este tempo, a turma da qualidade foi considerada o lado negro da força, pois andava pela organização tentando fazer com que as pessoas realizassem o trabalho de acordo com os padrões de qualidade estabelecidos.

Mas agora, essa é uma responsabilidade da direção, conforme o item 5.1.1 da norma:

“5.1.1 Generalidades.

 

A Alta Direção deve demonstrar liderança e comprometimento com relação ao sistema de gestão da qualidade:

          a) responsabilizando-se por prestar contas pela eficácia do sistema de gestão da qualidade; […]

          f) comunicando a importância de uma gestão da qualidade eficaz e de estar conforme os requisitos do SGQ;

        g) assegurando que o SGQ alcance os resultados pretendidos; […]”

Isso não significa que a direção vai ter que revisar e auditar os processos da organização. É obvio que todos esses trabalhos ainda ficam sob a responsabilidade do representante do SGQ, e podem ser evidenciados com o item 5.1.1, requisito h, além do item 5.3;

“5.1.1 Generalidades […]

 

h) engajando, dirigindo e apoiando pessoas a contribuir para a eficácia do SGQ”

 

“5.3 Papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais

 

        A Alta Direção deve assegurar que as responsabilidades e autoridades para papéis pertinentes sejam atribuídas, comunicadas e entendidas na organização. ”

A direção deve conduzir, cobrar e fiscalizar os líderes dos processos para que cumpram essas atribuições. Digo os líderes dos processos, pois eles devem entender os requisitos do SGQ e fazer com que rodem junto com os processos de negócios, visto que ainda no item 5.1.1, é descrito que a Alta Direção deve assegurar:

“[…] c) a integração dos requisitos do sistema de gestão da qualidade nos processos de negócio da organização”.

Com isso, fica claro que a qualidade é responsabilidade de todos e que deve estar no meio dos processos da organização e, para que isso funcione, a direção deve responsabilizar-se pela eficácia.

Para mim, essas alterações fazem todo o sentido do mundo! Os responsáveis pela empresa estão na direção, e se a direção não se responsabilizar pela qualidade do serviço que presta, monitorar o atendimento dos requisitos legais e de seus clientes ou ainda buscar a melhoria contínua dos seus produtos e serviços, quem mais o fará? A direção é o primeiro ponto de disseminação da cultura dentro da organização!

Imagine que você é o diretor da sua casa, e sua esposa (ou marido) é também parte da diretoria. Seus filhos são seus líderes. Na separação de responsabilidades, você chama seu filho mais velho e define que ele é o gestor de jardins, e, que, a partir de hoje, é ele quem vai fazer a manutenção do jardim, seguindo alguns padrões exigidos pelos clientes (visitantes da casa). Os requisitos são a altura da grama, a ausência de sujeira do cachorro, e as plantas aguadas semanalmente.

Em uma sexta-feira, sua sogra vem te visitar, e na “auditoria”, pisa em uma sujeira de cachorro e encontra o pé de lima da pérsia que ela mesma plantou extremamente seca, como se tivesse pegado fogo.

Quem é que sua sogra vai responsabilizar pelo desastre do jardim? Você, como diretor, ou seu filho, como gestor do processo?

Nesse caso, mesmo que você tenha garantido os recursos e distribuído as responsabilidades, com certeza faltou sensibilização, cobrança, incentivo, e outros tipos de engajamento.

Ou seja, para sua sogra, quem é incapaz de cuidar de um jardim é você, e não seu filho. Na sua empresa, caso a auditoria encontre um jardim desolado em seus processos, vai ficar sob responsabilidade da direção a incapacidade de entregar produtos e serviços com qualidade para os clientes!

 

Leia todos os artigos do Blog da Qualidade sobre ISO 9001:2015!

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