Cultura organizacional

Não aguento mais os caras chatos da Qualidade!

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Desculpa pelo título ofensivo amigos profissionais da Qualidade, na verdade eu amo vocês, mas essa frase é repetida tantas vezes por aí que eu resolvi fazer isso para chamar a atenção desse pessoal, espero que até o final deste artigo eu te convença que vale a pena indicar a leitura para seus amigos.

Que o pessoal da Qualidade é um bando de chato que fica cobrando as coisas o tempo todo é verdade, mas essa é realmente a função deles?

Não necessariamente. As cobranças feitas pelos profissionais da qualidade são principalmente por causa da falta de comprometimento das pessoas com o sistema de Gestão da Qualidade, e como há um profissional responsável pelo bom funcionamento desse sistema, cai sobre ele a responsabilidade de tentar fazer funcionar, mesmo que isso custe sua imagem perante os colegas de trabalho.

Sim, concordo que toda ação feita em prol da Qualidade Total é válida, mas como conquistar o comprometimento das pessoas com a Qualidade?

Em uma das auditorias da certificação do ITMark na Forlogic, o consultor com um discurso muito direto levantou a questão: qual a função do profissional da Qualidade na organização? E sinceramente, a primeira coisa que me passou na cabeça foi: “Cobrar, ué! Fazer esse negócio funcionar na base de encher o saco dos outros “. Mas você acredita que não é isso? A resposta é: PREVENÇÃO!

Quando se fala de comprometimento, a resposta favorita dos profissionais da área é “A diretoria precisa estar mais ativa nas ações da Qualidade“. E é verdade, eu concordo! Se a maior interessada não se conscientiza é complicado refletir isso para os demais, mas além de ter a diretoria mais ativa dentro da disseminação da Qualidade, o profissional da área deve mudar sua postura em relação ao SGQ, parar de achar que ele tem que ser um policial da Qualidade, que sua função é só abordar, cobrar, corrigir, chatear, “punir” com não conformidades, punir com broncas, auditar severamente os fora-da-lei.

O posicionamento está ligado à melhoria, prever erros, fazer as coisas funcionarem melhor, e como dever de casa a primeira coisa a se fazer é parar de falar: “você tem que fazer isso porque a ISO pede” ou “porque consta na norma”. Comece a dar significado para as atividades, mude a abordagem, deixe clara a necessidade, mostre os resultados, envolva as pessoas, peça opinião, dê dicas! Não haja como quem depende desse monte de gente que não está nem aí para qualidade e trabalhe para encantar as pessoas, venda a Qualidade para as pessoas, e isso não quer dizer para você deixar de ser firme quando preciso, mas significa LIDERAR de fato!

Imagine que você tem um e-mail para escrever para um amigo que não tem nem tanta importância, você vai escrever e mandar, sem delongas. Mas suponhamos que você vai escrever um e-mail para a pessoa que você mais admira profissionalmente, é óbvio que você vai ler, reler, e até pedir para alguém revisar para você. Isso porque o segundo tem significado, tem um motivo claro para você. O profissional da Qualidade tem que ser a pessoa chamada para revisar o e-mail.

A maioria das pessoas se perde no significado real do que estão fazendo, a Qualidade tem por função orientar para esse significado, prevendo erros, resultados negativos de desempenho e projetando um cenário inovador.

Obviamente tem muito a se discutir sobre comprometimento da equipe, apesar de eu achar que o posicionamento já é um bom primeiro passo. Logo mais levantarei mais algumas questões sobre o assunto, não deixe de conferir! 😛

Artigo #1: Não aguento mais os caras chatos da Qualidade!

Artigo #2: A culpa é do profissional da Qualidade!

Artigo #3: Qualidade: A responsabilidade é de todos!

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