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Não aguento mais os caras chatos da Qualidade!

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Monise Carla

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Auditora Líder ISO 9001:2015, ISO 22000:2018 e ISO 31000:2016. Redatora do Blog da Qualidade e Especialista de Comunicação no Qualiex! Eu ajudo profissionais a resolverem problemas de qualidade por meio de tecnologia e acredito que esse é o primeiro passo para uma vida de Excelência. Gosto de rock, desenho animado e vejo qualidade e excelência em tudo isso. Não me leve tão a sério no Twitter, mas se preferir, você também pode me encontrar no Facebook e Linkedin.

Desculpa pelo título ofensivo amigos profissionais da Qualidade, na verdade eu amo vocês, mas essa frase é repetida tantas vezes por aí que eu resolvi fazer isso para chamar a atenção desse pessoal, espero que até o final deste artigo eu te convença que vale a pena indicar a leitura para seus amigos.

Que o pessoal da Qualidade é um bando de chato que fica cobrando as coisas o tempo todo é verdade, mas essa é realmente a função deles?

Não necessariamente. As cobranças feitas pelos profissionais da qualidade são principalmente por causa da falta de comprometimento das pessoas com o sistema de Gestão da Qualidade, e como há um profissional responsável pelo bom funcionamento desse sistema, cai sobre ele a responsabilidade de tentar fazer funcionar, mesmo que isso custe sua imagem perante os colegas de trabalho.

Sim, concordo que toda ação feita em prol da Qualidade Total é válida, mas como conquistar o comprometimento das pessoas com a Qualidade?

Em uma das auditorias da certificação do ITMark na Forlogic, o consultor com um discurso muito direto levantou a questão: qual a função do profissional da Qualidade na organização? E sinceramente, a primeira coisa que me passou na cabeça foi: “Cobrar, ué! Fazer esse negócio funcionar na base de encher o saco dos outros “. Mas você acredita que não é isso? A resposta é: PREVENÇÃO!
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Quando se fala de comprometimento, a resposta favorita dos profissionais da área é “A diretoria precisa estar mais ativa nas ações da Qualidade“. E é verdade, eu concordo! Se a maior interessada não se conscientiza é complicado refletir isso para os demais, mas além de ter a diretoria mais ativa dentro da disseminação da Qualidade, o profissional da área deve mudar sua postura em relação ao SGQ, parar de achar que ele tem que ser um policial da Qualidade, que sua função é só abordar, cobrar, corrigir, chatear, “punir” com não conformidades, punir com broncas, auditar severamente os fora-da-lei. O posicionamento está ligado à melhoria, prever erros, fazer as coisas funcionarem melhor, e como dever de casa a primeira coisa a se fazer é parar de falar: “você tem que fazer isso porque a ISO pede” ou “porque consta na norma”. Comece a dar significado para as atividades, mude a abordagem, deixe clara a necessidade, mostre os resultados, envolva as pessoas, peça opinião, dê dicas! Não haja como quem depende desse monte de gente que não está nem aí para qualidade e trabalhe para encantar as pessoas, venda a Qualidade para as pessoas, e isso não quer dizer para você deixar de ser firme quando preciso, mas significa LIDERAR de fato! Imagine que você tem um e-mail para escrever para um amigo que não tem nem tanta importância, você vai escrever e mandar, sem delongas. Mas suponhamos que você vai escrever um e-mail para a pessoa que você mais admira profissionalmente, é óbvio que você vai ler, reler, e até pedir para alguém revisar para você. Isso porque o segundo tem significado, tem um motivo claro para você. O profissional da Qualidade tem que ser a pessoa chamada para revisar o e-mail. A maioria das pessoas se perde no significado real do que estão fazendo, a Qualidade tem por função orientar para esse significado, prevendo erros, resultados negativos de desempenho e projetando um cenário inovador. Obviamente tem muito a se discutir sobre comprometimento da equipe, apesar de eu achar que o posicionamento já é um bom primeiro passo. Logo mais levantarei mais algumas questões sobre o assunto, não deixe de conferir! 😛 Artigo #1: Não aguento mais os caras chatos da Qualidade! Artigo #2: A culpa é do profissional da Qualidade! Artigo #3: Qualidade: A responsabilidade é de todos!

Sobre o autor (a)

18 comentários em “Não aguento mais os caras chatos da Qualidade!”

  1. Realmente é isso mesmo. Toda a mudança começa de cima. Não adianta a produção ter um objetivo e batalhar por ele, quando o cérebro da empresa não compartilha dos mesmos objetivos.

  2. Por aqui eu também sou “o cara chato da qualidade” e a falta de comprometimento dos envolvidos no processo como um todo é faz, com que nos tornemos esse “chato”. Mas faço meu trabalho com paciência e perseverança e assim tenho atingido metas no que se diz respeito a QUALIDADE. Muito bom material. Obrigada por socializar. Sucesso.

  3. Pois é eu também sou o cara chato da Qualidade porém também sou Líder e ao invés de só Bater “punir” eu bato mas ensino a fazer o correto e dessa forma os colaboradores da orgnização se sentem importantes e além do mais levam consigo uma lição aprendida…

  4. Marcelo Jorge Nassar

    Concordo em partes. Depende muito do receptor. Pois o “Cara da Qualidade”, pode ser empático 100% do tempo, se o receptor não quer agir ou se movimentar em prol da Qualidade. O Cara da Qualidade precisa recorrer a estrutura Topdown e ai começa os infernos.

  5. Bom dia à todos,

    Gostaria de expressar o quanto achei interessante este assunto.
    É comum vermos em todas as organizações a imagem o qual o profissional da qualidade é taxado.

    Eu como profissional da área passo por isso todos os dias, pelo simples fato de que não é de costume eu me retirar do SGQ para andar dentro da empresa, pois a minha função é monitorar os resultados. É claro que quando ocorrem problemas ou dúvidas nos resultados que os outros setores me passam eu vou “in loco” para verificar a veracidade das informações. Costumo escutar diariamente que nós ou somos pessoas chatas ou que somos sinônimos de que têm alguma coisa errada e por isso fomos ali.

    Obrigado pelo artigo Monise foi muito informativo.

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