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Análise crítica de certificado – Estudo de caso

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Para finalizar nosso estudo sobre Análise Crítica de Certificado faremos dessa vez um estudo de caso.

Já falamos do conteúdo mínimo dos certificados de calibração e do arredondamento e compatibilização de certificados.

Neste estudo de caso utilizaremos o modelo de certificado apresentado logo abaixo, que apesar de estar longe de ser um modelo ideal, nos auxiliará nos itens a serem observados durante a análise crítica.

Figura 1 – Exemplo de Certificado

Em primeiro lugar vamos verificar se o certificado atende a todos os requisitos da NBR ISO/IEC 17025, conforme postado em 30 de outubro (Conteúdo Mínimo dos Certificados de Calibração).

Neste momento podemos observar a falta de diversas informações, as quais podem afetar em menor ou maior grau a interpretação dos dados informados.

Após a verificação do conteúdo mínimo dos certificados interpretaremos algumas informações.

Começamos pelo fato de não haver comprovação de rastreabilidade, uma vez que, o certificado não possui o selo da Rede Brasileira de Calibração e não foi apresentado à cadeia de rastreabilidade.

No item 3 do certificado apresentado (Procedimento e rastreabilidade) são informados o método de calibração e a referência ao padrão utilizado, porém não sabemos com exatidão se é um manômetro, transdutor de pressão ou qualquer outro instrumento que possa ser utilizado como padrão.

Este item também informa a classe do padrão (A2) e analisando-a podemos observar que as informações não estão tão claras assim, pois se supormos que o instrumento calibrado é de classe A2, a calibração não poderia ser realizada uma vez que o padrão possui características metrológicas idênticas ao padrão. Para que possamos realizar a calibração de instrumentos, é necessário utilizarmos padrões com características metrológicas superiores.

Já no item 4 (Resultados da medição) podemos observar os resultados da medição. Neste ponto verificamos que a declaração da incerteza da medição possui 3 algarismos significativos, onde estes deverão ser declarados com no máximo dois. Com isso, o laboratório emissor do certificado deverá corrigir este valor assim como compatibilizá-los conforme postado em 13 de novembro (Arredondamento e Compatibilização de Valores). Um detalhe é que as informações declaradas em valores percentuais também deverão ser compatíveis com dois algarismos significativos.

Nas notas do certificado de calibração está declarado que a incerteza de medição foi multiplicada por um fator k, “garantindo” a probabilidade de abrangência de aproximadamente 95%, ou seja, 95,45%. Porém o valor relacionado ao k não é informado no certificado, sendo essa informação de grande importância para avaliação da incerteza da medição.

Por último, a identificação do responsável pela emissão do certificado não contém sua assinatura. Em laboratórios que possuem serviços acreditados, somente os signatários e seus substitutos podem assinar os mesmos. A verificação do signatário assim como o escopo de acreditação podem ser encontrados no web site do INMETRO (neste espaço para consultas) ou ainda em contato com a ouvidoria da organização.

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