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Que justiça é essa da liderança?

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Jeison

Jeison

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Sou co-fundador da ForLogic Software, hoje atuo com gente, cultura e gestão. Sou um dos criadores do Qualiex, do Qualicast (o 1º Podcast nacional focado em qualidade), criador do Blog da Qualidade (o maior blog sobre Qualidade do Brasil). Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), auditor líder formado com orgulho pela ATSG na ISO9001 e 22000, pai, empreendedor, e um inconformado de plantão!

Acredito na responsabilidade do indivíduo, no poder da qualidade e que podemos fazer diferente.

Vamos continuar falando do Líder Justo e muito exigente. Será que estamos prontos para um líder assim?

No artigo anterior, eu apresentei os motivos para que esse líder seja o modelo que precisamos e quero reforçar: Um líder justo e muito exigente é quem nos motiva a ir mais longe, entregar nossa melhor contribuição e superar desafios. Eu diria que, em alguns casos, esse é o líder que inspira, pelo menos para mim.  

Uma coisa legal foi que recebi uma mensagem com esse texto:

Quase sempre não tenho contribuições ou comentários, mas hoje li o do líder exigente e justo.

Só queria te instigar a pensar que o conceito de justiça, apesar de não parecer, é relativo e costuma variar muito de acordo com as circunstâncias, pessoas, costumes e culturas. Assim, talvez esse conceito de justiça se confunda com meritocracia num sentido estrito e acho que daí fica discutível.

Quero pegar a partir daí. Adorei o comentário, além de ser de alguém que admiro muito, um irmão que estudou direito e trabalhou com um dos juristas famosos desse país, é de uma pertinência incrível. 

Você já pensou que Justiça é relativa? Se ela é relativa, como saber se o líder é justo?

Mas justiça não é simples?

Não, não é. Em um mundo ideal, a justiça é perfeita e julga de maneira correta sempre. Mas esse é um tema controverso (e não vamos nos alongar aqui, só quero lembrar que isso é estudado desde sempre. 

Desde a Grécia antiga, ela é questionada e seu significado é debatido. Para Platão, a justiça é uma verdade a ser buscada, é encarada como uma virtude. Aristóteles também a encara assim, e ainda enfatiza que ela é uma virtude por excelência e que ela se manifesta DIANTE DO OUTRO.

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Qual justiça é essa do líder

É a justiça dele, não a da sociedade.

Sei que, agora, muitos provavelmente vão me detestar pelo o que eu vou dizer, mas é a justiça que o líder entende ser a correta. Ele é o Juiz. Sei que é bíblico e que “não julgar” é encarado como positivo, e é mesmo, mas discernir, compreender para tomar decisões é tarefa de um líder.

Se o líder se exime da responsabilidade de decidir por algo, alguém o fara, logo, o líder deixou de fazer seu papel. O líder sempre pode pedir ajuda, eleger alguém para tomar uma decisão, mas isso, em si, já é decidir algo. 

No mínimo, está decidindo que quem “decide” é outra pessoa.

A justiça muda de uma empresa para outra.

Nesse contexto, a justiça muda sim de uma empresa pra outra, como meu bom amigo citou:

justiça é relativo e costuma variar muito de acordo com as circunstâncias, pessoas, costumes e culturas.

Coisas que são consideradas boas em algumas instituições são inaceitáveis em outras, e isso vai acontecer sempre. Simplesmente porque cada empresa tem uma cultura, e como cultura é algo “muito etéreo” vamos usar coisas mais formais.

Cada empresa tem os valores que defende, seu propósito, missão, valores e políticas. Essa é a carta que o líder deve seguir para ser justo.  Até mesmo os processos, procedimentos e instruções são instrumentos do líder para promover a justiça.

É com base nesses itens que ele deve ser justo e muito exigente. 

E se o líder errar?

Vamos corrigir o título: Não é “se” ele errar, é “quando” ele errar.

O líder vai errar, sempre, diversas vezes. Como todo ser humano ele comete erros. Uma infinidade de coisas pode acontecer para que ele tome decisões erradas. Fatos e dados sempre ajudam, mas ainda assim erros acontecem.

Não existe fórmula mágica e aqui vai minha opinião pessoal. Lide com isso de forma transparente, assuma, se desculpe e atue nas consequências. Claro, quando possível, aprenda, melhore, para que isso não aconteça de novo. Já falei disso aqui, erro bom é erro novo.

Concluindo…

Cada empresa tem sua cultura com tudo que a compõe, e os líderes têm um papel importante de serem justos, segundo essa régua, segunda essas regras. Quando os líderes fazem isso, são justos com os que se entregam para o negócio e exigem muito deles, todos ganham.

Os liderados que são “justiçados” pela liderança e contam com alguém que os incentiva a ir mais longe e a empresa conta com um time de alto desempenho, que cumpre suas políticas, normas e valores, e ainda, está sempre se exigindo cada vez mais para dar sua melhor contribuição.

Sonho em ser um líder desses, justo e muito exigente. Um dia, eu chego lá.  

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