Melhoria contínua

A excelência e a riqueza de fazer malfeito

Comparação entre um carro de Fórmula 1 antigo e um mais recente
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Esse é mais um artigo da série sobre excelência que estou escrevendo. E esse é para falar sobre como é bom fazer as coisas malfeitas! Estranho né? Deveria ser ruim fazer malfeito, não deveria? Calma, eu explico.

Fazer malfeito é sempre ruim?

Claro que é ruim fazer malfeito, sempre é! Mas o mal feito e o bem-feito dependem muito do TEMPO. Deixa eu contar um caso, para que você entenda do que eu estou falando.

Em janeiro, eu falei aqui no blog sobre a PAPPENA (Paralisia Procrastinatória da Perfeição Não Adquirida). Eu disse também que antes, há uns 4 anos, eu enrolava, achava desculpas; tinha todos os motivos do mundo para adiar um projeto em especial. Em resumo, eu procrastinava o lançamento de um podcast que tinha na cabeça.

Mas em Janeiro (na verdade, para ser mais exato, no dia 29 de dezembro de 2016) foi ao ar o Qualicast #001. E ele só saiu, como expliquei no artigo anterior, porque encaramos a PAPPENA e fizemos. Malfeito mesmo!

Por que fazer malfeito?

Estamos no sétimo episódio (Qualicast #007), e ele ainda tem muito para melhorar. O primeiro episódio é muito ruim, estranho, feio, dá até vergonha de ouvir. Mas se não tivesse esse episódio malfeito, não teria também #007, que já está bem melhor, e que com certeza ainda vai ter muito para evoluir.

Foi muito bom ter feito aquela coisa malfeita (primeiro Qualicast)! E é até engraçado, na época eu achava só um pouco malfeita, mas eu fiz e pronto! HOJE, algum TEMPO depois, eu ouço o episódio piloto (#001), e acho assustador, horrível mesmo! Mas acho que foi muito bom ter feito daquele jeito, e hoje sou grato por aquele primeiro episódio e o aprendizado que ele trouxe.

Entendeu o porque do TEMPO? Antes era menos malfeito que hoje, agora está muito evidente que está ruim. Isso porque, com o tempo, a gente pode pegar essa coisa malfeita, aplicar melhoria contínua nela, e transformá-la em uma coisa bem-feita! Que vai te dar orgulho!

O malfeito pode levar à excelência

Começar algo com excelência é fazer o melhor que você pode, com as condições que você tem. Se eu ainda estivesse tentando lançar o podcast perfeito, nós não estaríamos no sétimo episódio, e não teríamos mais de 9400 downloads; desses, 2589 foram só no mês passado (um número que para mim é surreal).

Agora, mês a mês, o podcast cresce mais e mais, algo que considero impressionante. Sei que não podemos nos acomodar, sei que a cada novo episódio temos que fazer algo melhor do que fizemos no mês anterior. Isso é a essência da excelência: hoje melhor que ontem, amanhã melhor que hoje.

“Tarefa de casa”

Supere a PAPPENA! Tire da gaveta aquele projeto maluco, coloque-o em prática: execute-o e melhore-o dia a dia! Nós somos um caso real de que isso é possível, você pode ouvir se quiser:

#001 [PILOTO] – O GESTOR DA QUALIDADE É UM EVANGELIZADOR

#007 – CASOS DE AUDITORIA COM WILSON SILIA

Compare os dois episódios, você verá que é possível perseguir a Excelência. Não fique paralisado, faça! É verdade que no futuro você vai achar muito ruim o que fez hoje (acredite, eu sei o que estou dizendo), mas é melhor do que ficar o resto da vida pensando no que deveria ter feito e não fez.

TUTORIAL PARA ENTENDER O POST: se você veio até aqui lendo só os subtítulos, sugiro que leia o texto antes de comentar. É claro que não gostamos de coisas malfeitas, leia o conteúdo. Em síntese, esse texto fala que é melhor começar algo e ir melhorando que nunca começar nada.

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