Gestão de processos

Just-in-time e MRP

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Em alguns posts anteriores abordamos os conceitos sobre o Just In Time (JIT) e Planejamento Das Necessidades De Materiais (MRP).  Nosso objetivo hoje é mostrar que ambos são diferentes, mas possuem objetivos semelhantes.

As filosofias de operação do MRP e do JIT parecem ser opostas: o JIT incentiva um sistema de planejamento e controle ?puxado?, enquanto o MRP é essencialmente um mecanismo de cálculo para o planejamento e controle. Contudo, as duas abordagens podem reforçar uma a outra no mesmo sistema produtivo, desde que suas respectivas vantagens sejam preservadas.

SIMILARIDADES ENTRE O  JIT E MRP

A programação JIT objetiva conectar a nova rede de processos de suprimentos internos e externos por meio de esteiras invisíveis, de modo que os componentes movimentem-se em resposta a sinais sincronizados e coordenados derivados da demanda do consumidor final.

O MRP procura atender à demanda projetada do consumidor indicando que peças e componentes só sejam produzidos quando necessários para atendê-la.

Entretanto, existem diferenças:

– +. Seu produto são planos com exigências baseadas em tempo, que são calculadas e coordenadas de forma centralizada. Os componentes são fabricados em resposta a instruções centralizadas. Perturbações diárias, como problemas de qualidade e inexatidão de registros de estoque, prejudicam a autoridade do MRP em fazer com que os planos funcionem. Embora o MRP seja excelente em planejamento, é fraco em controle.

– A programação puxada no estilo JIT objetiva atender à demanda instantaneamente, por meio de sistemas de controle simples, baseados em Kanban. Se o tempo de atravessamento total (P) for menor que o lead time da demanda (D), então os sistemas JIT devem ser capazes de atender àquela demanda. Se a a razão P:D, no entanto, for maior que 1, alguma produção especulativa será necessária. Além disso, se a demanda subitamente for maior que a esperada para determinados produtos, o sistema JIT pode ser incapaz de atender à demanda. Embora o JIT seja bom em controle, é fraco em planejamento.

O MRP familiariza-se melhor com complexidade, mensurado por números de componentes processados, com exigências detalhadas de componentes, incluindo produtos que são fabricados eventualmente, em volumes pequenos. A programação puxada JIT é não responde desta mesma forma  a mudanças na demanda à medida que aumentam o número, opções e cores dos componentes. Dessa forma, os sistemas de produção JIT favorecem desenhos baseados em estrututas mais simples com um número maior de peças comuns, o que desafia as complexidades desnecessárias, de forma que mais peças possam ser incorporadas ao controle de programação puxada.

Analisando conjuntamente as vantagens e desvantagens do JIT e do MRP, enxerga-se como as duas abordagens podem ser combinadas.

 

REFERÊNCIA

SLACK, Nigel. CHAMBERS, Stuart. JOHNSTON, Robert. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2009.

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