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Você monitora indicadores ou gráficos?

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Um indicador é um tema complexo para a medição dos processos e suas instituições.

O ser humano não faz suas medições “necessárias” periódicas, pois temos um sinal de alerta chamado DOR.

Porém as instituições não são seres humanos e não sentem dores e quando algo crítico surgir, na maioria das vezes, já será tarde. Se tratarmos de máquinas, peças ou serviços administrativos, o retrabalho ou o refugo será irremediável, mas se tratarmos da segurança de um paciente ou cliente, o evento adverso ou o evento sentinela será um fato e muitas vezes sem volta.

É de extrema importância que um gestor saiba acompanhar os indicadores de riscos, que permitem alertá-los sobre eventuais notícias ruins, fragilidades dos processos e de estratégias. Não é eficaz monitorar e medir somente indicadores que mostram o quanto a empresa é eficiente.

Os indicadores devem proporcionar uma análise crítica e tomar ações de melhorias para a diminuição de qualquer risco potencial, principalmente corrigir equívocos ou fragilidades processuais e assistenciais em tempo.

A base de sustentação de um sistema de decisão é a informação correta e eficaz, que deve ser bem preparada e difundida para todos os atores de um processo. Um sistema de informação construído por indicadores confiáveis certamente contribui para um gerenciamento eficaz, seja em processo administrativo ou em processo assistencial.

Temos vários modelos e necessidades de indicadores, muito mais importantes do que os números e porcentagens plotados nos gráficos, são as análises críticas coerentes à cada tipo de indicador e suas ações preventivas e/ou corretivas.

Indicadores que não têm análise crítica e planos de ações não são indicadores e sim gráficos demonstrativos ou estatísticos. Não estou desmerecendo os gráficos, muito pelo contrário, são necessários para evidências e apresentações, mas não são indicadores. Volto a afirmar que para serem indicadores necessitam ter análise crítica e planos de ações.

  1. Requisitos básicos para uma análise eficaz de indicadores
  • Indicadores de desempenho ou de resultados: A análise crítica é em cima de um período de coleta de dados e analisados após seu fechamento periódico (mensal, trimestral, anual, etc). O seu plano de ação será sempre no presente e futuro. Exemplo: Tomaremos as ações (comentar quais ações e prazos previstos) para a melhoria no tempo de atendimento.
  • Indicadores de riscos: A tomada de ação deve ser pontual, mesmo que o período de coletas de dados para finalização do indicador seja mensal, por exemplo. O risco, a fragilidade, o evento não pode aguardar um próximo período de análise para a tomada de ação. O seu plano de ação será sempre no presente e passado. Exemplo: Foram tomadas as ações (comentar quais ações e quando foi efetivada) para evitar uma possível queda do paciente. No próximo período, essa ação deve trazer resultado de melhoria.Veja também outra referência de Indicadores de desempenho ou de resultados.

Não há como fazer gestão, como melhorar, como tomar atitudes coerentes e efetivas, como revisar, o que não se mede, seja em qualquer segmento, saúde, metalúrgica, siderúrgica, agropecuária, têxtil, entre tantas outras.

Se o indicador for bem escolhido, bem utilizado, bem entendido e bem monitorado, ele é o aliado de qualquer gestor e de qualquer processo.

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