Ferramentas da qualidade

Círculos de Controle de Qualidade (CCQ)

Pessoas trabalhando em uma mesa redonda, simbolizando os círculos de controle de qualidade
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Os Círculos de Controle de Qualidade são formados por pequenos grupos de colaboradores e têm o objetivo de propor mudanças, melhorias ou soluções para problemas encontrados na produção. Esses colaboradores geralmente pertencem ao mesmo nível operacional e também estão em níveis mais próximos à linha de produção. Preferencialmente, devem ser formados por grupos de 3 a 7 pessoas.

Os CCQs tiveram origem no Japão pós-guerra, em 1962, e estão relacionados à necessidade de retomada da economia japonesa. Um ano depois, a técnica cruzou as fronteiras orientais e começou a ser utilizada em outros países.

No Brasil, organizações como Johnson & Johnson, Volkswagen e Embraer começaram a utilizar os Círculos de Controle da Qualidade em 1971. Entretanto, somente com a popularização do conceito de Controle Total de Qualidade (TQC), em 1990, os CCQs foram realmente consolidados nas rotinas das empresas brasileiras.

Por que implantar os Círculos de Controle de Qualidade (CCQ)?

Os CCQs são uma forma focada e direcionada de pensar o trabalho e resolver problemas pontuais do sistema de produção. Da mesma forma, também são uma poderosa ferramenta de melhoria contínua. Isso acontece porque, por meio das reuniões do círculo, é possível implantar uma rotina de análises consistente, voltada exclusivamente para o resultado do trabalho das pessoas que compõe o círculo.

Por isso é muito importante que os grupos sejam formados por pessoas que atuam no processo, que o conhecem. Do contrário, a dificuldade em entender a rotina e as necessidades da linha de produção se torna maior do que a proposição melhorias.

Dentre os benefícios da metodologia, podemos apontar que a utilização consistente de CCQs ajuda a:

  • Diminuir erros na linha de produção;
  • Melhorar a qualidade tanto do processo quanto do produto;
  • Aumentar a  eficiência da equipe de trabalho (produtividade);
  • Engajar o colaborador ao seu trabalho e à qualidade da empresa;
  • Valorizar a participação das pessoas como agentes de melhoria dos processos;
  • Desenvolver a capacidade de análise e resolução de problemas do processo produtivo;
  • Gerenciar riscos, antecipando possíveis problemas dos processos;
  • Desenvolver lideranças, valorizando as competências individuais dos colaboradores;
  • Tornar os processos mais claros e conscientizar as pessoas.

Ferramentas da Qualidade

Os Círculos de Controle de Qualidade, de forma simplificada, são uma forma de sistematizar momentos específicos para trabalhar a melhoria de processo. Por isso, para garantir o máximo da sua eficácia, faz-se necessário utilizar outras Ferramentas da Qualidade.

Não existe um conjunto ideal ou específico, então é preciso analisar cada situação e optar pelas ferramentas que melhor se adaptem a contexto. Porém, vale lembrar das 7 principais ferramentas da qualidade. Segundo Kaoru Ishikawa, ela podem ajudar a resolver até 95% dos problemas existentes. São elas:

Além disso, também recomendamos o uso do PDCA como forma de organizar os CCQs em um ciclo consciente de melhoria contínua. Bem como é possível utilizar os encontros para focar em metodologias como o Kaizen ou o Lean Manufacturing. Enfim, o importante é que cada círculo seja organizado e focado em situações e resultados específicos.

Traga os problemas (e soluções) à luz

Grande parte das vezes, a solução dos problemas enfrentados nos processos está na cabeça dos colaboradores e gestores. Porém, devido à rotina de execução, torna-se difícil parar para refletir sobre o que não está dando certo.

Os Círculos de Controle de Qualidade (CCQs) proporcionam às pessoas a oportunidade de contribuir consistentemente com a melhoria da organização. É possível levantar possíveis soluções para os problemas apresentados e colocá-las em prática de forma consciente sistêmica. Tudo isso de forma organizada e sem perder produtividade.

REFERÊNCIAS

ABREU, Romeu Carlos Lopes de. CCQ: círculos de controle de qualidade. Rio de Janeiro: R. C. L. de Abreu, 1997.

ALVAREZ, Maria Esmeralda Ballestero. Administração da qualidade e da produtividade: abordagens do processo administrativo. São Paulo: Atlas, 2001.

FLEURY, Maria Tereza Leme; FISCHER, Rosa Maria. Processo e Relações do Trabalho no Brasil: movimento sindical, comissão de fábricas, gestão e participação, o modelo japonês de organização da produção no Brasil (CCQ e KANBAN). 2. ed. São Paulo: Atlas, 1987.

*Este artigo foi publicado originalmente em 29 de junho de 2012

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