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A Transferência do Conhecimento: velocidade e consistência

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Monise Carla

Monise Carla

Auditora Líder ISO 9001:2015, ISO 22000:2018 e ISO 31000:2016. Redatora do Blog da Qualidade e Especialista de Comunicação no Qualiex! Eu ajudo profissionais a resolverem problemas de qualidade por meio de tecnologia e acredito que esse é o primeiro passo para uma vida de Excelência. Gosto de rock, desenho animado e vejo qualidade e excelência em tudo isso. Não me leve tão a sério no Twitter, mas se preferir, você também pode me encontrar no Facebook e Linkedin.

Quando falei sobre a transferência do conhecimento no artigo anterior, citei que de nada vale a absorção do conhecimento se não houver uso, se não vai gerar ações e mudanças no comportamento. Um exemplo claro disso é a realidade dos EUA: a maioria das pessoas sabe dos perigos do excesso de gordura na dieta, porém os americanos estão cada vez mais obesos e as vendas de alimentos gordurosos continuam crescendo todo ano. O fato de saber de algo não garante sua execução. Obviamente que todos esses desafios acerca da transferência do conhecimento vão afetar diretamente a velocidade que as informações fluem dentro da organização. Além da velocidade em que ela chega ao receptor, também é necessário observar a consistência desse conhecimento, e consistência significa riqueza e complexidade da informação. Para esse fator ficar mais claro, imagine que você acabou de contratar um novo colaborador, e você precisa que ele venha a adquirir conhecimento sobre o setor para executar suas atividades.  Qual a velocidade e amplitude ideal para que as informações sejam absorvidas gerando valor na atividade a ser desempenhada? Até que ponto o conhecimento original será transferido, ou interpretado, integralmente? Muito além de velocidade e consistência, ou viscosidade, será que o receptor das informações além de absorver irá aceitar de fato o novo conhecimento? Vamos um pouco mais além ainda. Imagine que a organização realizou um processo de benchmarking e resolveu aplicar algumas melhorias que de imediato traria lucros nítidos a organização e aumentaria a produtividade em 40%. Parece simples! Vamos mudar e acabou! Mas quando você leva em consideração que as pessoas que executam aquele processo fazem daquela forma antiga há 5, 10, 20 anos, você vai entender que haverá resistências. E o problema são as pessoas? Não! O problema é a forma como está fluindo esse conhecimento, sua velocidade, sua consistência, a forma apresentada, o convencimento. A simples melhoria de um processo não basta para conquistar a adesão de todos, é preciso vender aquele conhecimento de uma forma que as pessoas da organização o comprem. Precisamos trazer essa necessidade de gerir o conhecimento nas empresas, isso não é porque eu quero te convencer que você deverá contratar um profissional especificadamente para cuidar disso, mais importante ainda é ter líderes conscientizados com essa visão de Gestão do Conhecimento dentro da organização, que é um assunto que deve ser observado e administrado dentro de todos os setores. Não deixe de se preocupar com isso, o capital intelectual da sua organização tem grandes chances de sua principal vantagem competitiva. Referência:
DEVENPORT, Thomas H., Conhecimento Empresarial: como as organizações gerenciam seu capital intelectual. ? Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

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